Por: Manuel Menezes
A decisão da Justiça de rejeitar a ação movida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) contra os benefícios assegurados à Zona Franca de Manaus (ZFM) foi recebida como uma importante vitória pelo setor produtivo e por lideranças amazonenses. Entre elas está o pré-candidato a deputado estadual Felipe Lobo, natural de Humaitá, que destacou a importância da medida para a preservação de empregos, atração de investimentos e fortalecimento da economia do Amazonas.
Para Felipe Lobo, a decisão vai além da manutenção de incentivos fiscais. Segundo ele, trata-se da defesa de um modelo econômico que sustenta milhares de famílias amazonenses e que possui papel fundamental na preservação ambiental e no desenvolvimento regional.
“A Zona Franca de Manaus não é apenas uma política econômica. Ela é um instrumento de proteção social, geração de emprego e preservação da Amazônia. Defender a Zona Franca é defender o Amazonas e o futuro das próximas gerações”, afirmou.
A ação da Fiesp questionava dispositivos da Reforma Tributária que preservam vantagens competitivas da Zona Franca. Com a negativa da Justiça, foi mantido o entendimento de que o modelo possui garantias constitucionais e tratamento diferenciado justamente por sua importância estratégica para a região amazônica.
Interiorização do desenvolvimento
Natural de Humaitá e defensor de uma maior presença do Estado nos municípios do interior, Felipe Lobo acredita que a manutenção da força econômica da Zona Franca deve servir de base para uma nova etapa de crescimento regional.
Segundo ele, chegou o momento de ampliar o debate sobre como os benefícios gerados pela economia amazonense podem alcançar de forma mais efetiva cidades do Sul do Amazonas.
“Manaus é o motor econômico do estado, mas precisamos fazer com que esse desenvolvimento ultrapasse os limites da capital. O Sul do Amazonas tem potencial para crescer, gerar empregos e atrair investimentos. Precisamos criar pontes entre a força da Zona Franca e as oportunidades existentes no interior”, destacou.
Felipe afirma que municípios como Humaitá, Apuí, Manicoré, Lábrea, Boca do Acre e Novo Aripuanã possuem vocação para atividades ligadas ao agronegócio sustentável, logística, comércio, indústria de transformação e bioeconomia.
Humaitá como polo estratégico
Ao falar sobre sua cidade natal, Felipe Lobo destacou a localização estratégica de Humaitá como uma das principais portas de entrada do Amazonas.
Situada às margens da BR-230 (Transamazônica) e próxima da BR-319, Humaitá é considerada um importante corredor logístico entre o Amazonas e outras regiões do país.
“Humaitá tem potencial para se tornar um dos grandes polos de desenvolvimento do interior amazonense. Temos posição geográfica privilegiada, força produtiva e um povo trabalhador. O que falta é mais investimento em infraestrutura, qualificação profissional e incentivo ao empreendedorismo”, afirmou.
Para o pré-candidato, a valorização dos municípios do Sul do Amazonas deve ser uma prioridade das futuras políticas públicas estaduais.
Emprego, renda e oportunidades
Felipe Lobo ressalta que a segurança jurídica proporcionada pela decisão judicial representa um sinal positivo para investidores e empresas que atuam no Amazonas.
“Quando a Zona Franca é fortalecida, toda a cadeia econômica do estado é beneficiada. Isso significa mais arrecadação, mais circulação de recursos e mais oportunidades para os municípios do interior. Nosso desafio é garantir que esse crescimento seja compartilhado por todas as regiões”, disse.
O pré-candidato defende a criação de programas voltados para a qualificação de mão de obra, incentivo à produção regional e atração de novos empreendimentos para cidades afastadas da capital.
Desenvolvimento aliado à preservação
Outro ponto destacado por Felipe Lobo é a relação entre a Zona Franca de Manaus e a preservação ambiental.
Segundo ele, o modelo industrial amazonense demonstrou ao longo das últimas décadas que é possível conciliar crescimento econômico com conservação da floresta.
“O Amazonas tem mostrado ao Brasil e ao mundo que desenvolvimento e preservação podem caminhar juntos. Precisamos fortalecer esse modelo e ampliar seus benefícios para os municípios do interior, garantindo oportunidades para nossa população sem abrir mão da proteção da floresta”, declarou.
Visão para o futuro
Felipe Lobo acredita que a decisão favorável à Zona Franca representa mais do que uma vitória jurídica. Para ele, trata-se de uma oportunidade para discutir um novo ciclo de desenvolvimento para o Amazonas.
“Essa decisão garante segurança para quem investe, para quem produz e para quem trabalha. Agora precisamos olhar para frente e construir um projeto que leve crescimento para todas as regiões do estado. O interior amazonense não quer privilégios; quer oportunidades. E essa será uma das principais bandeiras da nossa caminhada”, concluiu.
A manutenção dos incentivos da Zona Franca de Manaus é vista por especialistas como fundamental para a estabilidade econômica do Amazonas. Para lideranças do interior, como Felipe Lobo, o desafio agora é transformar essa segurança econômica em mais investimentos, infraestrutura e qualidade de vida para os municípios que estão longe da capital, mas que possuem papel decisivo no futuro do estado.
