Por: Redação MVE
A proposta que prevê a redução da jornada máxima semanal de trabalho voltou ao centro do debate econômico e político no Brasil e já provoca forte reação de representantes do comércio, serviços e turismo.
Segundo reportagem publicada pela Revista Oeste, lideranças empresariais demonstraram preocupação com o parecer apresentado na Câmara dos Deputados que propõe reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas sem redução salarial.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) afirmou que a medida pode elevar custos operacionais, pressionar empresas e afetar diretamente a geração de empregos, principalmente entre micro e pequenos empreendedores.
De acordo com a entidade, setores como comércio, turismo e serviços seriam os mais afetados pela mudança, já que dependem de escalas contínuas de funcionamento e grande volume de mão de obra.
O debate ocorre em meio ao avanço das discussões sobre o fim da escala 6×1 e a adoção de modelos alternativos de jornada, como o 5×2 e até propostas de escala 4×3 em alguns setores.
Estudos técnicos divulgados por entidades empresariais também apontam possíveis impactos econômicos caso a proposta avance no Congresso Nacional. Uma nota técnica publicada em abril estimou que a redução da jornada para 40 horas semanais poderia retirar cerca de R$ 76,9 bilhões do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Segundo o levantamento, comércio, indústria e serviços poderiam sofrer perda de competitividade devido ao aumento do custo da mão de obra e da necessidade de novas contratações.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) também se posicionou contra a proposta, afirmando que a mudança pode frear investimentos, pressionar preços e aumentar dificuldades para empresas de menor porte.
Por outro lado, defensores da redução da jornada afirmam que a medida pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, reduzir desgaste físico e mental e aumentar produtividade no médio prazo. O tema também vem gerando grande repercussão nas redes sociais e fóruns de discussão na internet.
A proposta ainda segue em debate na Câmara dos Deputados e deve enfrentar intensa disputa entre representantes do setor produtivo, parlamentares e movimentos trabalhistas nas próximas semanas.











