“72 embarcações e maquinários inutilizados”: governo Lula intensifica combate ao garimpo ilegal no Rio Madeira

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Comunicado oficial da Polícia Federal confirma a destruição de estruturas usadas na extração clandestina de ouro em Rondônia. Operação realizada com apoio do Ibama também inutilizou 16 mil litros de diesel e apreendeu mercúrio e celulares. Fiscalização federal continua na Amazônia, com foco na proteção ambiental, no combate à criminalidade e na continuidade das investigações para identificar os responsáveis pelo garimpo ilegal.

Por Redação MVE

PORTO VELHO (RO) – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém ações de fiscalização e repressão ao garimpo ilegal na Amazônia. Na terça-feira (27), a Polícia Federal, com apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), deflagrou a Operação Nêmesis, que atingiu estruturas utilizadas na exploração clandestina de ouro no Rio Madeira, em Rondônia.

A ação ocorreu entre os distritos de Calama e São Carlos, na região de Porto Velho, e resultou na inutilização de 72 embarcações e equipamentos, além de aproximadamente 16 mil litros de óleo diesel destinados ao abastecimento das estruturas ilegais.

Comunicado oficial confirma dimensão da operação

Em nota publicada em seu portal oficial, a Polícia Federal detalhou os resultados da operação e informou que o trabalho de investigação continuará para identificar os responsáveis.

Entre os trechos do comunicado, a instituição destacou:

“Também foram inutilizados 16 mil litros de óleo diesel destinados a abastecer as estruturas.”

O balanço oficial apresenta 17 dragas, dois rebocadores, três voadeiras, 21 motores, 25 bombas de draga e quatro bombas de água inutilizados durante a fiscalização.

A quantidade de equipamentos atingidos evidencia a dimensão das estruturas encontradas pelos agentes federais e a importância de ações contínuas para combater a exploração mineral sem autorização.

Apreensão de mercúrio e celulares pode ajudar nas investigações

Além dos equipamentos, os policiais apreenderam três frascos de mercúrio e oito aparelhos celulares.

Segundo a Polícia Federal, o material será analisado e poderá contribuir para identificar os proprietários das dragas e os possíveis financiadores da atividade clandestina.

O uso de mercúrio na extração de ouro representa um risco ambiental, pois a substância pode contaminar rios, sedimentos e organismos aquáticos, afetando também comunidades que dependem desses recursos naturais.

Fiscalização federal continua na Amazônia

A Operação Nêmesis integra as ações de combate à mineração ilegal realizadas por órgãos federais durante o governo Lula.

Em 15 de outubro, a Polícia Federal e o Ibama já haviam realizado a Operação Argos, também no Rio Madeira, com a inutilização de outras 15 dragas e aproximadamente 1.150 litros de combustível.

A sequência das operações demonstra a continuidade da fiscalização na região, onde a presença de estruturas clandestinas exige atuação permanente das autoridades.

Responsáveis poderão responder criminalmente

Conforme o comunicado oficial, os envolvidos poderão responder por usurpação de bem da União, extração de recursos minerais sem autorização e uso de substância tóxica.

As investigações prosseguem para identificar os proprietários das embarcações e os responsáveis pelo financiamento da atividade ilegal.

A atuação da Polícia Federal e do Ibama durante o governo Lula reforça a presença dos órgãos federais no combate ao garimpo clandestino, com medidas voltadas à interrupção da extração irregular de ouro, à proteção ambiental e à responsabilização dos envolvidos.

Comunicado oficial: Leia a íntegra da nota da Polícia Federal

Fonte: Comunicação Social da Polícia Federal em Rondônia — comunicado oficial publicado em 27 de outubro de 2026.