Nove medicamentos contra o câncer chegam ao SUS e podem beneficiar mais de 116 mil brasileiros

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Novos tratamentos incluem opções para câncer de mama, próstata, pulmão, estômago e rim. Distribuição já começou em 20 centros de saúde, com previsão de expansão até o fim do ano.

Por Redação MVE

Uma importante ampliação no tratamento do câncer começou a ser implementada no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde anunciou a oferta de nove medicamentos oncológicos de alta tecnologia, destinados a 13 indicações clínicas diferentes.

A expectativa é beneficiar mais de 116 mil pacientes, ampliando o acesso a terapias que, na rede privada, podem custar centenas de milhares de reais.

A distribuição teve início em 20 centros de tratamento distribuídos por 17 unidades da Federação, incluindo o Amazonas. A previsão do governo federal é estender a oferta aos demais centros habilitados até o fim de 2026.

Conheça os nove medicamentos e suas indicações

Os tratamentos contemplam diferentes tipos de câncer e devem ser utilizados conforme avaliação médica e protocolos clínicos.

  1. Trastuzumabe: indicado para determinados casos de câncer de estômago e da junção esofagogástrica.
  2. Abemaciclibe: utilizado em pacientes com tipos específicos de câncer de mama, incluindo casos avançados.
  3. Acetato de lanreotida: empregado no tratamento de determinados tumores neuroendócrinos.
  4. Pazopanibe: opção terapêutica para câncer renal de células claras em estágio metastático.
  5. Rituximabe: utilizado no tratamento de determinados linfomas e da leucemia linfocítica crônica.
  6. Abiraterona: indicada para situações específicas de câncer de próstata.
  7. Gefitinibe: medicamento direcionado a determinados pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células.
  8. TSH recombinante (alfatirotropina): utilizado no tratamento de câncer diferenciado da tireoide, em situações que exigem iodoterapia.
  9. Sunitinibe: empregado em casos específicos de câncer renal e tumores estromais gastrointestinais (GIST).

Tratamentos podem custar mais de R$ 350 mil

Entre os medicamentos anunciados está o abemaciclibe, cujo tratamento pode alcançar aproximadamente R$ 366 mil na rede privada, conforme informações divulgadas pelo Ministério da Saúde.

A oferta pela rede pública representa uma ampliação do acesso para pacientes que atendam aos critérios clínicos estabelecidos.

Segundo a pasta, alguns desses medicamentos já haviam sido incorporados anteriormente ao SUS, mas enfrentavam dificuldades de disponibilização efetiva.

Mais tratamentos previstos até dezembro

A iniciativa integra a política de Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), que busca organizar a aquisição e distribuição dos medicamentos utilizados no tratamento do câncer.

A meta anunciada é chegar a 23 medicamentos contemplados pela expansão até o fim do ano, aumentando em 35% as alternativas disponíveis na rede pública.

Especialistas ressaltam que a escolha do tratamento depende do tipo de tumor, do estágio da doença e das características clínicas de cada paciente. Portanto, nem todos os medicamentos são indicados para todas as pessoas diagnosticadas com câncer.

Pacientes interessados devem procurar a equipe médica responsável pelo tratamento no SUS para verificar os critérios de indicação e a disponibilidade do medicamento.

Fontes: Ministério da Saúde, Agência Brasil e Olhar Digital, outubro de 2026.