Por Redação MVE
Uma importante ampliação no tratamento do câncer começou a ser implementada no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde anunciou a oferta de nove medicamentos oncológicos de alta tecnologia, destinados a 13 indicações clínicas diferentes.
A expectativa é beneficiar mais de 116 mil pacientes, ampliando o acesso a terapias que, na rede privada, podem custar centenas de milhares de reais.
A distribuição teve início em 20 centros de tratamento distribuídos por 17 unidades da Federação, incluindo o Amazonas. A previsão do governo federal é estender a oferta aos demais centros habilitados até o fim de 2026.
Conheça os nove medicamentos e suas indicações
Os tratamentos contemplam diferentes tipos de câncer e devem ser utilizados conforme avaliação médica e protocolos clínicos.
- Trastuzumabe: indicado para determinados casos de câncer de estômago e da junção esofagogástrica.
- Abemaciclibe: utilizado em pacientes com tipos específicos de câncer de mama, incluindo casos avançados.
- Acetato de lanreotida: empregado no tratamento de determinados tumores neuroendócrinos.
- Pazopanibe: opção terapêutica para câncer renal de células claras em estágio metastático.
- Rituximabe: utilizado no tratamento de determinados linfomas e da leucemia linfocítica crônica.
- Abiraterona: indicada para situações específicas de câncer de próstata.
- Gefitinibe: medicamento direcionado a determinados pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células.
- TSH recombinante (alfatirotropina): utilizado no tratamento de câncer diferenciado da tireoide, em situações que exigem iodoterapia.
- Sunitinibe: empregado em casos específicos de câncer renal e tumores estromais gastrointestinais (GIST).
Tratamentos podem custar mais de R$ 350 mil
Entre os medicamentos anunciados está o abemaciclibe, cujo tratamento pode alcançar aproximadamente R$ 366 mil na rede privada, conforme informações divulgadas pelo Ministério da Saúde.
A oferta pela rede pública representa uma ampliação do acesso para pacientes que atendam aos critérios clínicos estabelecidos.
Segundo a pasta, alguns desses medicamentos já haviam sido incorporados anteriormente ao SUS, mas enfrentavam dificuldades de disponibilização efetiva.
Mais tratamentos previstos até dezembro
A iniciativa integra a política de Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), que busca organizar a aquisição e distribuição dos medicamentos utilizados no tratamento do câncer.
A meta anunciada é chegar a 23 medicamentos contemplados pela expansão até o fim do ano, aumentando em 35% as alternativas disponíveis na rede pública.
Especialistas ressaltam que a escolha do tratamento depende do tipo de tumor, do estágio da doença e das características clínicas de cada paciente. Portanto, nem todos os medicamentos são indicados para todas as pessoas diagnosticadas com câncer.
Pacientes interessados devem procurar a equipe médica responsável pelo tratamento no SUS para verificar os critérios de indicação e a disponibilidade do medicamento.
Fontes: Ministério da Saúde, Agência Brasil e Olhar Digital, outubro de 2026.











