Por Manuel Menezes
A temporada de promessas mirabolantes e de bondades eleitoreiras artificiais já está a todo vapor no Amazonas, escancarando a ânsia daqueles que buscam a qualquer custo perpetuar projetos de poder. Recentemente, a proposta ventilada pelo deputado Roberto Cidade de elevar o Auxílio Estadual para R$ 250 e instituir um benefício de R$ 500 para famílias atípicas veio à tona com o selo clássico do oportunismo demagógico.
A estratégia é manjada e insulta a inteligência do eleitor amazonense: surge de repente a figura do político benevolente, que tenta se vestir de salvador da pátria, agitando bandeiras de auxílios financeiros sob a luz dos holofotes da conveniência política. Onde estava essa suposta urgência social em outros momentos, em vez de pacotes requentados para inglês ver às vésperas de disputas de palanque?
A Vitrine da Ilusão contra a Gestão Séria
Falar em inflar valores de auxílio ou lançar cifras pomposas sem apontar a real sustentabilidade fiscal — mascarando as verdadeiras intenções por trás de manobras de marketing político — é zombar da população. Trata-se do famoso “estelionato eleitoral”, onde o discurso piegas substitui a coerência administrativa e tenta transformar a assistência social em cabresto.
Enquanto discursos ensaiados tentam vender uma imagem de suposta sensibilidade social, a sociedade civil e os contribuintes atentos não se deixam enganar por cortinas de fumaça. O Amazonas precisa de desenvolvimento real, geração de emprego, oportunidades e seriedade na gestão pública, e não de pirotecnia fabricada em gabinetes com olhos exclusivamente voltados para o próximo pleito.
A Hora do Troco nas Urnas
O eleitor amazonense já demonstrou maturidade para enxergar através do verniz dourado da demagogia. Promessas vazias como as de Roberto Cidade e pacotes de benesses repentinas não apagam o histórico de inconsistências nem substituem o verdadeiro compromisso com o erário e com o futuro do estado.
É preciso rejeitar o populismo barato daqueles que tratam programas de assistência como moeda de troca eleitoral. A verdadeira justiça social se faz com trabalho constante, transparência e respeito ao cidadão — e não com esmolas eleitoreiras que desaparecem tão logo fecharem-se as urnas.











