Por: Redação MVE
O pré-candidato a deputado federal Coronel Menezes (Avante) voltou a defender uma política mais rígida de enfrentamento ao crime organizado no Brasil e manifestou apoio à proposta do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) de classificar facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
A declaração foi feita em meio ao debate nacional sobre o avanço das facções criminosas e o fortalecimento de grupos que atuam dentro e fora dos presídios, exercendo influência em comunidades, controlando territórios e ampliando sua atuação em diversas regiões do país.
Para Menezes, o Brasil precisa adotar medidas mais duras para combater organizações criminosas que, segundo ele, já operam com características semelhantes às de grupos terroristas.
“PCC e Comando Vermelho espalham medo, impõem regras, executam rivais, desafiam o Estado e controlam áreas inteiras. Estamos falando de organizações que aterrorizam a população. O PT jamais fará isso porque possui uma visão completamente equivocada sobre segurança pública”, declarou.
Amazonas na rota do crime organizado
Coronel Menezes destacou que a discussão tem importância ainda maior para o Amazonas, estado que ocupa posição estratégica na região Norte e que sofre diretamente os impactos das rotas internacionais do tráfico de drogas.
De acordo com o militar da reserva, a extensa faixa de fronteira amazônica tem sido utilizada por organizações criminosas para o transporte de entorpecentes oriundos de países vizinhos, fortalecendo financeiramente as facções que atuam no Brasil.
“O Amazonas está no centro dessa realidade. Somos uma porta de entrada para o narcotráfico internacional. As facções criminosas disputam territórios, recrutam jovens e ampliam sua influência justamente por causa dessa posição geográfica estratégica”, afirmou.
Nos últimos anos, operações das forças de segurança têm revelado a presença crescente de organizações criminosas em municípios do interior do Amazonas, especialmente em áreas próximas às fronteiras internacionais e às principais rotas fluviais utilizadas para o transporte de drogas.
Uso de tropas especializadas
Menezes também defendeu uma atuação mais firme do Estado brasileiro, incluindo a possibilidade de utilização de tropas especializadas das Forças Armadas em ações de combate ao crime organizado.
Segundo ele, o país possui capacidade operacional para enfrentar organizações criminosas de grande porte, mas falta vontade política para ampliar as ações.
“Nós temos unidades altamente treinadas para combater ameaças dessa natureza. O Brasil possui tropas especializadas em operações antiterrorismo. O problema é que qualquer emprego dessas forças depende de decisão política do governo federal”, argumentou.
O militar acrescentou que o debate sobre segurança pública não deve ser tratado sob viés ideológico, mas como uma prioridade nacional.
“Quem mora nas periferias, quem vive nas cidades do interior e quem enfrenta a violência diariamente quer soluções concretas. O cidadão de bem não aguenta mais viver refém do medo”, disse.
Debate ganha força no cenário nacional
A proposta de enquadrar facções criminosas como organizações terroristas voltou ao centro das discussões após manifestações de Flávio Bolsonaro defendendo mudanças na legislação brasileira para ampliar os instrumentos de combate ao crime organizado.
Defensores da medida argumentam que a classificação permitiria endurecer penas, ampliar mecanismos de investigação e fortalecer a cooperação internacional no combate às organizações criminosas.
O tema, entretanto, continua dividindo opiniões entre especialistas do setor jurídico e da segurança pública, que discutem os impactos e os limites legais de uma eventual mudança na legislação.
Segurança pública como prioridade
Ao reforçar sua pré-candidatura à Câmara Federal, Coronel Menezes afirmou que pretende manter a pauta da segurança pública entre suas principais bandeiras políticas.
“Não existe desenvolvimento sem segurança. Não existe investimento sem segurança. Não existe liberdade quando o crime organizado dita regras. Precisamos enfrentar essa realidade com coragem, firmeza e compromisso com a população brasileira”, concluiu.
A discussão sobre o avanço das facções criminosas deve continuar ocupando espaço no debate político nacional, especialmente em estados da Região Norte, onde a atuação dessas organizações tem sido apontada por autoridades como um dos principais desafios para a segurança pública.
