Por: Redação MVE
As eleições para o Governo do Amazonas em 2026 seguem longe de uma definição, mas os movimentos mais recentes da pré-campanha começam a desenhar um cenário que até poucos meses atrás parecia improvável: a possibilidade de um segundo turno protagonizado pelo governador Roberto Cidade (União Brasil) e pela professora Maria do Carmo (PL). O avanço dos dois nomes tem chamado a atenção de analistas políticos e lideranças partidárias em todo o estado.
Embora o senador Omar Aziz (PSD) continue aparecendo na liderança de diversos levantamentos eleitorais, pesquisas recentes mostram mudanças importantes na disputa. Roberto Cidade passou a registrar crescimento consistente, especialmente após assumir o Governo do Amazonas, enquanto Maria do Carmo consolidou sua posição como principal representante da direita no estado, impulsionada pelo apoio do Partido Liberal e de lideranças nacionais da sigla.
O fortalecimento de Cidade é atribuído, em parte, à visibilidade conquistada após assumir o comando do Executivo estadual. O governador vem utilizando a máquina administrativa para ampliar sua presença no interior e apresentar resultados de gestão, estratégia que tem refletido positivamente em sua popularidade.
Já Maria do Carmo se consolidou como um dos fenômenos políticos da atual pré-campanha. Com forte identificação junto ao eleitorado conservador e apoio da estrutura do PL, a pré-candidata vem ampliando seu nível de conhecimento junto ao eleitorado e demonstrando confiança em uma eventual presença no segundo turno. Em diversas manifestações públicas, ela tem afirmado que acredita estar entre os dois nomes que disputarão a fase decisiva da eleição.
O cenário também evidencia dificuldades para outros pré-candidatos. O ex-prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), segue competitivo, mas enfrenta o desafio de expandir sua influência além da capital. Enquanto isso, Omar Aziz continua liderando pesquisas, mas observa adversários reduzirem a distância em alguns segmentos do eleitorado.
Nos bastidores políticos, a avaliação é de que a eleição de 2026 poderá ser uma das mais imprevisíveis da história recente do Amazonas. A fragmentação do eleitorado, a força das redes sociais, a influência das lideranças nacionais e o peso do interior devem desempenhar papel decisivo na definição dos finalistas.
Outro fator que alimenta a discussão sobre um possível segundo turno entre Cidade e Maria do Carmo é o histórico recente das eleições amazonenses. Nas últimas disputas para o Governo do Estado, a decisão ocorreu em segundo turno, demonstrando que o eleitorado amazonense costuma dividir suas preferências na primeira etapa da votação antes de consolidar uma escolha final.
Com mais de um ano até a eleição, o quadro ainda pode sofrer mudanças significativas. No entanto, o crescimento simultâneo de Roberto Cidade e Maria do Carmo já é visto como um dos fatos políticos mais relevantes da pré-campanha, criando uma nova dinâmica na disputa pelo comando do Amazonas e desafiando projeções que antes pareciam consolidadas.











