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Técnica de enfermagem ignorou orientação antes de medicar menino Benício, aponta investigação

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Polícia indica falhas graves no atendimento e revela que erro não foi isolado, envolvendo outros profissionais e o próprio sistema hospitalar

A investigação sobre a morte do menino Benício Xavier, de 6 anos, em Manaus, revelou novos detalhes que reforçam a gravidade das falhas no atendimento médico. De acordo com a Polícia Civil do Amazonas, a técnica de enfermagem responsável pela aplicação da medicação teria ignorado alertas antes de administrar o medicamento que levou à morte da criança.

O caso, que já havia causado forte comoção, ganhou novos contornos após a análise de depoimentos e documentos que apontam uma sequência de erros dentro do hospital.

Alerta teria sido ignorado

Segundo a investigação, a técnica de enfermagem foi alertada sobre a forma correta de administração do medicamento, mas mesmo assim prosseguiu com a aplicação. Testemunhas relataram que a medicação deveria ter sido feita por outro método, e não diretamente na veia da criança.

A Polícia Civil também apurou que houve questionamentos no momento do atendimento, inclusive por pessoas presentes, o que reforça a hipótese de falha na tomada de decisão durante o procedimento.

Erro não foi isolado

Apesar da conduta da técnica estar no centro das investigações, o delegado responsável pelo caso destacou que o problema vai além de uma única profissional.

A apuração indica um erro sistêmico, envolvendo a médica responsável pela prescrição, a equipe de enfermagem e até a estrutura de controle do hospital.

Entre as falhas apontadas estão:

  • prescrição incorreta da medicação
  • ausência de conferência adequada
  • falhas na comunicação entre os profissionais
  • deficiência na cadeia de segurança do paciente

Medicação aplicada de forma incorreta

O menino morreu após receber adrenalina por via intravenosa, procedimento considerado inadequado para o caso, segundo a própria investigação policial.

Documentos e mensagens analisadas indicam que houve reconhecimento do erro ainda durante o atendimento, o que também passou a fazer parte do inquérito.

Caso gera revolta e levanta debate

A morte de Benício provocou forte repercussão no Amazonas e reacendeu discussões sobre a segurança no atendimento hospitalar, protocolos médicos e fiscalização das unidades de saúde.

O caso também levanta questionamentos sobre treinamento de profissionais, responsabilidade das instituições e a necessidade de reforçar mecanismos que evitem falhas desse tipo.

Investigações continuam

A Polícia Civil segue apurando o caso para identificar todas as responsabilidades. A expectativa é que, ao final do inquérito, sejam definidos os possíveis enquadramentos criminais para os envolvidos.

Enquanto isso, o caso de Benício se torna símbolo de um debate mais amplo: até que ponto erros na área da saúde podem ser evitados — e quem deve responder quando eles acontecem.