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TENSÃO DIPLOMÁTICA: Lula exige que Israel solte imediatamente ativista brasileiro preso em flotilha humanitária

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom contra o governo de Israel nesta terça-feira (5). Em publicação oficial nas redes sociais, o mandatário brasileiro classificou como “injustificável” a prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila e exigiu a sua libertação imediata.

Thiago foi detido pelas forças militares israelenses na última semana enquanto integrava a flotilha internacional Global Sumud, que transportava alimentos e ajuda humanitária com destino à Faixa de Gaza.

Prisão em águas internacionais gera crise com o Brasil e a Espanha

A embarcação em que o ativista brasileiro estava foi interceptada pela Marinha de Israel na quarta-feira (29 de abril), em águas internacionais próximas à ilha grega de Creta. Além de Thiago Ávila, o ativista palestino-espanhol Saif Abu Keshek também foi preso e levado para o território israelense. Outros 100 ativistas que faziam parte do comboio foram escoltados pelas autoridades até a Grécia.

O presidente Lula informou que o Ministério das Relações Exteriores do Brasil está trabalhando em conjunto com o governo da Espanha para garantir a integridade física e a soltura rápida de ambos:

“Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha Global Sumud, é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos. A detenção dos ativistas em águas internacionais já representa uma séria afronta ao direito internacional. Por isso, nosso governo, junto com o da Espanha, exige que eles recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos.”

Justiça de Israel prorroga detenção sob acusação de apoio ao terrorismo

Apesar da pressão diplomática, a Justiça de Israel prorrogou a prisão preventiva de Thiago Ávila e de Saif Abu Keshek. A promotoria israelense apresentou uma lista de supostos crimes de segurança nacional contra os ativistas, incluindo “auxílio ao inimigo em tempo de guerra” e “transferência de bens para organização terrorista”.

As advogadas da organização de direitos humanos Adalah, que representam a defesa dos detidos, rebatem veementemente as acusações. Elas sustentam que prestar socorro humanitário e levar alimentos a civis em zonas de conflito não configura crime ou ligação com terrorismo.

A defesa também alega que a detenção é totalmente ilegal, uma vez que ocorreu fora das águas territoriais de Israel e contra cidadãos que não possuem nacionalidade israelense, violando a soberania do direito internacional marítimo.

Netanyahu chama ativistas de apoiadores do Hamas

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, usou as redes sociais para defender a operação militar e atacou os membros da expedição humanitária. O premiê declarou que os integrantes da flotilha são “apoiadores do Hamas” e garantiu que nenhuma embarcação furará o bloqueio imposto à Faixa de Gaza.

A iniciativa Global Sumud tenta romper o cerco marítimo de Israel para entregar insumos básicos à população civil de Gaza. O Itamaraty segue monitorando o caso por meio da embaixada brasileira em Tel Aviv para prestar assistência consular ao brasileiro detido.