O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não teria dado aval a aliados para apoiar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informação de bastidores revelada pela colunista Mônica Bergamo. A articulação ocorre em meio a uma disputa silenciosa nos bastidores de Brasília sobre a sucessão em uma das cadeiras mais estratégicas da Corte.
De acordo com a apuração, Alcolumbre tem atuado para frear movimentos de apoio dentro do Senado, o que pode dificultar a construção de uma maioria favorável ao nome indicado pelo governo. A postura é interpretada por interlocutores como um gesto político que reflete tanto cálculo institucional quanto pressão de diferentes grupos dentro do Congresso.
Jorge Messias, atual Advogado-Geral da União, é visto como um nome próximo ao governo Lula e aparece como um dos cotados para uma futura vaga no Supremo. Sua eventual indicação, no entanto, já enfrenta resistências entre parlamentares que questionam seu alinhamento político e o impacto de sua atuação em temas sensíveis envolvendo o Judiciário e o Legislativo.
Nos bastidores, senadores avaliam que a posição de Alcolumbre pode ser decisiva para o andamento da indicação, já que o presidente do Senado exerce forte influência na tramitação de sabatinas e articulações políticas no plenário. A leitura entre aliados é de que o movimento não é isolado e faz parte de um rearranjo mais amplo de forças entre governo e Congresso.
A disputa ocorre em um momento de relação delicada entre os Poderes, com tensões recorrentes envolvendo decisões do STF, a agenda do Executivo e as negociações políticas no Legislativo. Indicações para a Corte costumam ser tratadas como temas de alto impacto institucional e exigem ampla negociação para aprovação.
Até o momento, não há posicionamento oficial de Alcolumbre sobre o caso, e o governo também evita comentar diretamente as articulações em curso. Nos bastidores, porém, a avaliação é de que a disputa pela vaga no STF deve se intensificar à medida que o processo de indicação avançar, tornando o cenário político ainda mais sensível no Congresso.











