O Banco Master realizou pagamentos que somam cerca de R$ 12,6 milhões a uma empresa vinculada a um beneficiário de auxílio emergencial que responde a processo por estelionato, segundo reportagem publicada pela Folha de S.Paulo. O caso reacende o debate sobre a origem e a finalidade de repasses feitos por instituições financeiras a empresas com histórico de irregularidades.
De acordo com a apuração, a empresa beneficiada teria ligação direta com um investigado por fraudes relacionadas ao recebimento indevido do auxílio emergencial, programa criado durante a pandemia para atender famílias em situação de vulnerabilidade. O empresário citado é réu em processos criminais por estelionato, crime que envolve obtenção de vantagem indevida por meio de fraude contra a administração pública.
O caso chama atenção pelo volume financeiro envolvido e pela conexão entre um banco de grande porte e uma empresa associada a investigados por crimes financeiros. A revelação ocorre em meio a uma série de questionamentos sobre operações do Banco Master, que já vem sendo alvo de apurações envolvendo movimentações consideradas atípicas por órgãos de controle e relatórios de inteligência financeira.
Especialistas ouvidos em outras investigações semelhantes apontam que operações desse tipo, quando envolvem empresas com histórico judicial sensível, costumam ser analisadas por órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), especialmente quando há incompatibilidade entre capacidade econômica declarada e valores movimentados.
O caso também se soma a um cenário mais amplo de investigações sobre fraudes ligadas ao auxílio emergencial, que desde sua criação já acumulou bilhões de reais em pagamentos indevidos e gerou diversas operações da Polícia Federal em diferentes estados do país.
Até o momento, nem o Banco Master nem os citados diretamente na reportagem se manifestaram detalhadamente sobre os critérios dos pagamentos. A apuração segue em andamento e pode resultar em novos desdobramentos envolvendo rastreamento de recursos e eventuais responsabilidades civis e criminais.











