Por: [Edson Sampaio]
IPIXUNA (AM) – Embora o calendário eleitoral aponte para um pleito daqui a dois anos, o termômetro político em Ipixuna, no interior do Amazonas, já atingiu o estágio de ebulição. A combinação de um suposto vácuo de liderança no Executivo, denúncias de manobras fiscais e o visível desgaste da infraestrutura urbana antecipou o debate sucessório, colocando a gestão da prefeita Paula Augusta (e de sua vice, Rute Monteiro) sob intenso escrutínio público.
O “Vácuo” no Executivo
O ponto central da crise política reside em uma denúncia de bastidor que ecoa nas ruas e na Câmara Municipal: o afastamento prático da prefeita e da vice das decisões cotidianas. Relatos de lideranças locais sugerem que o comando administrativo teria sido delegado ao presidente da Câmara, o vereador Altemir Saraiva.
Essa “terceirização” do poder executivo gera insegurança jurídica e institucional, levantando questionamentos sobre quem, de fato, responde pelas políticas públicas e pelo orçamento do município.
R$ 5 Milhões sob Suspeita
A temperatura política subiu ainda mais com a circulação de informações sobre a execução orçamentária recente. Cerca de R$ 5 milhões em recursos públicos teriam sido distribuídos em uma série de licitações fragmentadas entre diversas empresas.
Especialistas em gestão pública alertam que o fracionamento excessivo pode ser uma estratégia para evitar modalidades licitatórias mais rigorosas e dificultar a fiscalização por órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM). Até o momento, não houve confirmação de irregularidades por parte dos órgãos oficiais, mas a falta de transparência alimenta o descrédito popular.
O Contraste das Ruas: Abandono e Lixo
Enquanto as cifras milionárias dominam os debates técnicos, a realidade cotidiana do cidadão ipixunense é de precariedade. A reportagem apurou que as principais queixas envolvem:
- Malha Viária: Ruas centrais e de bairros periféricos apresentam condições críticas de trafegabilidade.
- Crise Sanitária: A ausência de um aterro sanitário adequado e o manejo ineficiente de resíduos sólidos tornaram-se problemas crônicos de saúde pública.
- Serviços Básicos: Moradores relatam uma sensação de “paralisia” na manutenção da cidade.
- Rogério Silverio: Vem sendo construído como o rosto da renovação política, buscando atrair o eleitorado jovem e aqueles que desejam uma ruptura total com o grupo atual.
- João Campelo: Atual gestor do município vizinho, Itamarati, Campelo surge com o trunfo da experiência administrativa, sendo citado como alguém capaz de “organizar a casa” com base em resultados já apresentados em sua atual gestão.











