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​Ipixuna sob suspeita: Denúncias de manobras em licitações de R$ 5 milhões antecipam cenário para 2028

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​Com a prefeitura mergulhada em suspeitas de fracionamento de licitações que somam R$ 5 milhões, a oposição ganha corpo. População denuncia abandono na infraestrutura e crise no saneamento básico.

Por: [Edson Sampaio]

IPIXUNA (AM) – Embora o calendário eleitoral aponte para um pleito daqui a dois anos, o termômetro político em Ipixuna, no interior do Amazonas, já atingiu o estágio de ebulição. A combinação de um suposto vácuo de liderança no Executivo, denúncias de manobras fiscais e o visível desgaste da infraestrutura urbana antecipou o debate sucessório, colocando a gestão da prefeita Paula Augusta (e de sua vice, Rute Monteiro) sob intenso escrutínio público.

​O “Vácuo” no Executivo

​O ponto central da crise política reside em uma denúncia de bastidor que ecoa nas ruas e na Câmara Municipal: o afastamento prático da prefeita e da vice das decisões cotidianas. Relatos de lideranças locais sugerem que o comando administrativo teria sido delegado ao presidente da Câmara, o vereador Altemir Saraiva.

​Essa “terceirização” do poder executivo gera insegurança jurídica e institucional, levantando questionamentos sobre quem, de fato, responde pelas políticas públicas e pelo orçamento do município.

​R$ 5 Milhões sob Suspeita

​A temperatura política subiu ainda mais com a circulação de informações sobre a execução orçamentária recente. Cerca de R$ 5 milhões em recursos públicos teriam sido distribuídos em uma série de licitações fragmentadas entre diversas empresas.

​Especialistas em gestão pública alertam que o fracionamento excessivo pode ser uma estratégia para evitar modalidades licitatórias mais rigorosas e dificultar a fiscalização por órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM). Até o momento, não houve confirmação de irregularidades por parte dos órgãos oficiais, mas a falta de transparência alimenta o descrédito popular.

​O Contraste das Ruas: Abandono e Lixo

​Enquanto as cifras milionárias dominam os debates técnicos, a realidade cotidiana do cidadão ipixunense é de precariedade. A reportagem apurou que as principais queixas envolvem:

  • Malha Viária: Ruas centrais e de bairros periféricos apresentam condições críticas de trafegabilidade.
  • Crise Sanitária: A ausência de um aterro sanitário adequado e o manejo ineficiente de resíduos sólidos tornaram-se problemas crônicos de saúde pública.
  • Serviços Básicos: Moradores relatam uma sensação de “paralisia” na manutenção da cidade.
  • Rogério Silverio: Vem sendo construído como o rosto da renovação política, buscando atrair o eleitorado jovem e aqueles que desejam uma ruptura total com o grupo atual.
  • João Campelo: Atual gestor do município vizinho, Itamarati, Campelo surge com o trunfo da experiência administrativa, sendo citado como alguém capaz de “organizar a casa” com base em resultados já apresentados em sua atual gestão.