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“Solidariedade a Ditadores”: Lula sai em defesa do regime cubano e ignora repressão na ilha

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Em nova investida diplomática a favor de aliados ideológicos, presidente brasileiro se posiciona contra qualquer "intervenção" em Cuba, silenciando sobre a falta de liberdade e a crise humanitária sob a ditadura de Miguel Díaz-Canel.

Por: [Manuel Menezes]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a gerar polêmica ao reafirmar seu apoio irrestrito à ditadura cubana. Em declarações recentes, o petista se manifestou contrariamente a qualquer tipo de pressão externa ou “invasão” à ilha caribenha, utilizando um discurso de soberania para blindar o regime liderado por Miguel Díaz-Canel. Para analistas de política externa e líderes da oposição, a fala não passa de uma “cortina de fumaça” para justificar o alinhamento ideológico do Brasil com regimes autocráticos.

A postura de Lula ocorre em um momento em que Cuba enfrenta uma das piores crises econômicas e sociais de sua história, marcada por apagões constantes, escassez de alimentos e uma perseguição implacável a dissidentes políticos. Ao focar em uma suposta ameaça externa, o presidente brasileiro evita condenar as violações de direitos humanos que mantêm o povo cubano sob o jugo de um partido único há mais de seis décadas.

O “Dois Pesos e Duas Medidas” da Diplomacia Petista

A oposição no Congresso Nacional reagiu duramente, apontando o que chamam de “hipocrisia seletiva” do Itamaraty. Enquanto o governo Lula busca se projetar como defensor da democracia em fóruns internacionais, mantém silêncio obsequioso ou apoio direto a regimes como os de Cuba, Venezuela e Nicarágua.

“Lula fala em democracia no Brasil, mas estende o tapete vermelho para ditadores. Defender Cuba contra uma ‘invasão’ inexistente é uma tática velha para desviar o foco da fome e da opressão que o regime impõe aos cubanos. É a diplomacia do companheirismo acima dos valores democráticos”, criticou um parlamentar da oposição.

Impacto na Imagem Internacional

Para críticos do governo, esse alinhamento automático com o “eixo autoritário” isola o Brasil das grandes democracias ocidentais e coloca o país em uma posição de subserviência ideológica. Além disso, há o receio de que o apoio político venha acompanhado de novos aportes financeiros ou perdão de dívidas, como ocorreu em gestões petistas anteriores, onde recursos do BNDES foram destinados a obras na ilha sem transparência ou garantias de retorno.

O Planalto, por sua vez, defende que a posição de Lula é baseada na autodeterminação dos povos, mas não explica por que essa mesma “autodeterminação” nunca inclui o direito do povo cubano de escolher seus governantes em eleições livres e pluripartidárias.