Por: [Manuel Menezes]
O processo de regularização fundiária no sul do Amazonas dará um passo histórico no final deste mês. O diretor de Governança Fundiária do INCRA, João Pedro, confirmou que o Título Definitivo da Vila Ipixuna, em Humaitá, será entregue pessoalmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao prefeito Dedei Lobo.
A cerimônia está agendada para o dia 27 de abril, em Manaus, durante uma agenda oficial que deve reunir diversas lideranças políticas do estado.
Reconhecimento e Articulação Política
Em pronunciamento (veja vídeo abaixo), João Pedro ressaltou que a entrega direta pelas mãos do presidente da República não é apenas um ato administrativo, mas um reconhecimento ao empenho da gestão municipal.
“O prefeito Dedei Lobo tem demonstrado uma articulação incisiva em Brasília e junto ao INCRA. Essa entrega simboliza o prestígio da gestão de Humaitá e a importância estratégica da Vila Ipixuna para o desenvolvimento regional”, afirmou o diretor.
O Impacto para a Vila Ipixuna
Localizada a 42 km da sede de Humaitá, com acesso pela rodovia Transamazônica (BR-230), a Vila Ipixuna aguarda há anos pela regularização. Com o título em mãos, a localidade passa por uma transformação jurídica e econômica:
- Segurança Jurídica: Moradores deixam de ser posseiros para se tornarem proprietários legais.
- Investimentos Públicos: Facilita a destinação de verbas federais e estaduais para infraestrutura, saneamento e construção de escolas e postos de saúde.
- Linhas de Crédito: Agricultores e empreendedores locais poderão acessar financiamentos bancários utilizando a propriedade como garantia.
Mobilização em Humaitá
A prefeitura já iniciou a organização de uma comitiva, composta por vereadores e lideranças comunitárias, para acompanhar o ato em Manaus. Para aliados do prefeito Dedei Lobo, o momento é visto como um “divisor de águas” para a política fundiária local, consolidando Humaitá como referência no estado.
BR-319 na Pauta
Além da titulação de terras, a expectativa para o evento do dia 27 de abril é alta em todo o estado devido à possível assinatura de ordens de serviço relacionadas à BR-319, pauta que caminha lado a lado com a regularização fundiária das comunidades que vivem ao longo dos eixos rodoviários do Amazonas.











