Por: [Manuel Menezes]
MANAUS, AM – O senador Omar Aziz (PSD) oficializou sua intenção de disputar o cargo de governador do Amazonas na eleição indireta que será realizada pela Assembleia Legislativa (Aleam). A decisão ocorre em um momento crítico de vacância no Poder Executivo estadual, após as saídas do governador Wilson Lima e do vice Tadeu de Souza, que deixaram os cargos para concorrer ao Senado Federal.
A Estratégia da “Caneta na Mão”
A escolha de Omar Aziz por disputar a eleição tampão é puramente estratégica. Ao ser eleito pelos 24 deputados estaduais, ele assume o governo imediatamente, garantindo o controle da máquina pública e do orçamento estadual nos meses que antecedem a eleição geral de outubro.
- Vantagem Competitiva: Como governador em exercício, Omar poderá intensificar entregas e ações no interior do estado, fortalecendo sua imagem junto ao eleitorado antes mesmo do início oficial da campanha.
- Articulação na Aleam: A decisão baseia-se em uma contagem interna de votos favorável ao senador. Omar possui forte influência entre os parlamentares estaduais, o que torna sua candidatura a mais competitiva no colégio eleitoral da Assembleia.
- Barreira aos Adversários: Ao ocupar a cadeira agora, Omar dificulta a ascensão de outros grupos políticos que poderiam usar o período de transição para ganhar musculatura eleitoral.
O Rito Constitucional
A eleição indireta é o procedimento previsto pela Constituição Estadual quando os cargos de governador e vice ficam vagos nos dois últimos anos do mandato.
- Prazo: A Aleam tem até 30 dias para realizar a votação após a vacância oficial.
- Votação: O processo ocorre dentro do plenário, onde cada um dos 24 deputados deposita seu voto para escolher a nova chapa.
- Mandato: O vencedor governará o Amazonas até 31 de dezembro de 2026, com direito a disputar a reeleição (ou eleição definitiva) em outubro.
Impacto nas Eleições Gerais
Nas pesquisas de intenção de voto para o pleito de outubro, Omar Aziz já aparece na liderança ou em empate técnico no topo da tabela. A decisão de disputar o governo tampão é vista por analistas como o passo final para consolidar essa liderança. Se vencer na Assembleia, ele chegará às urnas populares com o peso simbólico e administrativo de ser o atual ocupante do Palácio da Compensa.
Enquanto Omar avança na articulação com os deputados, a oposição corre contra o tempo para tentar viabilizar uma candidatura de consenso que possa equilibrar a disputa interna na Aleam. As negociações devem se intensificar nas próximas 48 horas, prazo final para a formação das chapas que concorrerão ao voto parlamentar.











