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Herança amarga: Wilson Lima corta plano de saúde da educação antes de renunciar ao cargo

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Em meio à saída do cargo, ex-governador deixa dívida milionária que suspendeu atendimentos médicos de milhares de servidores da rede estadual.

​A despedida de Wilson Lima (União Brasil) do Governo do Amazonas, oficializada no último sábado (04/04), foi marcada por um cenário de crise para os profissionais da educação. Em um movimento que gerou forte indignação, o ex-governador encerrou sua gestão com a suspensão do plano de saúde da categoria devido à falta de repasses à operadora Hapvida.

O colapso do atendimento

A suspensão dos serviços eletivos foi confirmada na última sexta-feira (03/04), após o governo acumular uma dívida estimada em aproximadamente R$ 52 milhões, referente a oito parcelas em aberto. Professores, pedagogos e técnicos administrativos foram surpreendidos ao serem impedidos de realizar consultas, exames e cirurgias agendadas.

​Relatos apontam situações críticas, como a interrupção de tratamentos oncológicos, sessões de hemodiálise e até cesarianas programadas. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) classificou a situação como um “desrespeito” e um ataque a uma conquista histórica da categoria.

Primeira crise para Roberto Cidade

Com a renúncia de Wilson Lima para disputar as eleições de 2026, o comando do Estado passou para Roberto Cidade (União Brasil). O novo governador já enfrenta sua primeira grande crise: nesta segunda-feira (06/04), professores realizaram um protesto em frente à sede do Governo, em Manaus, exigindo o restabelecimento imediato do plano.

​O Sinteam já acionou a Justiça para tentar garantir o direito à saúde dos servidores. Enquanto isso, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) afirma estar em tratativas com a operadora para normalizar os atendimentos, mas não deu prazos definitivos para a quitação da dívida.