Por: [Manuel Menezes]
Em um movimento que pegou o mundo político de surpresa na madrugada deste sábado (4), Wilson Lima (União Brasil) e seu vice, Tadeu de Souza (Avante), protocolaram suas renúncias aos cargos de governador e vice-governador do Amazonas. A decisão, publicada em edição extra do Diário Oficial da Assembleia Legislativa (Aleam), marca o início de uma nova etapa na carreira política de Lima, que agora foca na disputa por uma cadeira no Senado Federal.
A Mudança de Rota
Até poucas semanas atrás, Wilson Lima vinha sustentando publicamente que permaneceria no comando do estado até 5 de janeiro de 2027. No entanto, a pressão dos aliados e o desenho do tabuleiro eleitoral para 2026 forçaram uma reavaliação. A renúncia ocorreu no limite do prazo de desincompatibilização exigido pela Lei Eleitoral para quem deseja concorrer a outros cargos.
As Falas de Wilson Lima
Neste domingo (5), o ex-governador utilizou suas redes sociais para explicar a decisão aos amazonenses. Em um tom de despedida e gratidão, ele destacou que a saída foi estratégica para o futuro do estado.
”Esta foi uma decisão tomada após muita reflexão e diálogo com nosso grupo político. Deixo o cargo com o sentimento de dever cumprido por tudo o que construímos até aqui, especialmente na saúde e no interior. Hoje entendo que posso contribuir ainda mais com o Amazonas em uma nova frente, lutando pelos nossos interesses em Brasília”, declarou Wilson Lima.
Ele também reforçou sua confiança na continuidade dos projetos: “Saio com a tranquilidade de saber que o estado está em boas mãos e que o trabalho não vai parar. Seguirei trabalhando, lutando e acreditando no Amazonas”.
O Novo Cenário Político
Com a vacância simultânea dos cargos de governador e vice, o presidente da Aleam, Roberto Cidade, assumiu interinamente o Governo do Amazonas. Pelas regras constitucionais, Cidade deve convocar eleições indiretas em até 30 dias, onde os 24 deputados estaduais escolherão quem ocupará o “mandato tampão” até o fim de 2026.
A entrada de Wilson Lima na corrida ao Senado altera profundamente as alianças locais, colocando-o como um dos favoritos e forçando outros nomes de peso, como o senador Omar Aziz e o próprio Roberto Cidade, a recalibrarem suas estratégias para o pleito que se aproxima.











