Menu

CONFLITO ÉTICO: Ronaldo Tiradentes denuncia contratos milionários de Roberto Cidade com o Estado

WhatsApp
Facebook
Telegram
X
LinkedIn
Email
O apresentador afirmou que as empresas da família de Cidade possuem contratos que somam R$ 600 milhões anuais com o Governo do Amazonas; "Não dá para ser as duas coisas", disparou.

Por: [Manuel Menezes]

​O cenário político amazonense subiu de temperatura na manhã desta segunda-feira. Durante seu programa de televisão, o jornalista e empresário Ronaldo Tiradentes desferiu duras críticas ao deputado e pré-candidato ao Governo, Roberto Cidade, apontando o que classifica como um “conflito ético, legal e moral” intransponível.

Empresário ou Político?

​Segundo Tiradentes, a atuação de Roberto Cidade está mais ligada ao setor empresarial do que à vida pública. O cerne da denúncia reside no volume de negócios que a família do deputado mantém com o Poder Executivo Estadual.

​”Ele é muito mais empresário do que político. É um dos maiores fornecedores da Seduc e da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Tem aí mais de 600 milhões de contrato anual com o governo do Estado”, afirmou o apresentador.

O “Outro Lado do Balcão”

​A crítica principal de Ronaldo Tiradentes foca na possível candidatura de Cidade ao cargo de governador. Para o jornalista, existe uma incompatibilidade direta entre ser o gestor público e, simultaneamente, o fornecedor de serviços do Estado.

​”Ele não pode ser, ao mesmo tempo que contrata serviços, e ser o governador que paga. Ele contrata o serviço, contrata um bem, e depois ele vai para o outro lado do balcão e ele mesmo se paga a ele próprio”, explicou Tiradentes, reforçando que o parlamentar precisa escolher uma das trajetórias.

Cobrança das Instituições

​Ao encerrar sua fala, Tiradentes convocou as instituições de fiscalização e o “jornalismo livre” para monitorarem a situação. Segundo ele, órgãos como o Ministério Público e o Tribunal de Contas deverão cobrar uma posição clara sobre o acúmulo de funções e interesses.

​”O Roberto Cidade tem que decidir, a partir de agora, o que ele quer ser. Se ele vai querer ser governador ou se ele vai ser empresário, não dá para ser as duas coisas ao mesmo tempo”, finalizou.