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PSD e MDB são os partidos que mais perdem vagas no Senado em 2026; PL lidera bloco que fica até 2031

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Renovação de 54 assentos pode redefinir a correlação de forças na Casa a partir de 2027; 27 senadores seguem no cargo independentemente do resultado das urnas

BRASÍLIA – Um raio-x das 54 cadeiras que estarão em disputa no Senado em 2026 evidencia a força das legendas de centro e de centro-direita. Os partidos PSD e MDB lideram a lista, com 9 senadores cada cujo mandato se encerra em 2027. Na sequência aparece o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tentará defender 7 assentos e ampliar sua bancada.

O PT, legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, buscará renovar ao menos 6 cadeiras. O PP soma 5. PSB e Podemos aparecem com 4 vagas cada, enquanto o PSDB terá 3 e o PDT, 2. Republicanos, União Brasil e Novo terão uma cadeira em disputa cada. Também está entre as vagas abertas o mandato de um senador hoje sem partido, Giordano (SP).

Enquanto dois terços da Casa estarão em disputa, 27 senadores eleitos em 2022 permanecerão no cargo até 31 de janeiro de 2031. Esse grupo está distribuído por 11 partidos e é liderado pelo PL, que concentra 6 cadeiras nesse bloco. Em seguida aparecem Republicanos, com 4 senadores; União Brasil, PT, PSD e PP, com 3 cada; e PSB, PDT, Podemos, PSDB e MDB, com uma figura cada. 

Entre os nomes que ficarão na Casa Alta estão lideranças de forte protagonismo político, como Davi Alcolumbre (União-AP), Otto Alencar (PSD-BA), Sergio Moro (União-PR), Rogério Marinho (PL-RN), Damares Alves (Republicanos-DF), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Astronauta Marcos Pontes (PL-SP).

Já entre os senadores cujos mandatos se encerram em 2027 estão alguns destaques da atual legislatura. É o caso de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente da Casa; Renan Calheiros (MDB-AL), uma das lideranças mais longevas do Congresso; Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado; Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal nome da oposição; Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil; Humberto Costa (PT-PE); Eduardo Braga (MDB-AM); e Esperidião Amin (PP-SC).

A disputa pelo Senado será um dos principais eixos da eleição de 2026. Diferentemente de 2022, quando apenas um terço das cadeiras foi renovado, o próximo pleito colocará em jogo 54 das 81 vagas da Casa. A renovação atinge os mandatos iniciados em 2019 e abre espaço para uma reconfiguração relevante da correlação de forças entre governo e oposição.

Cabe ao Senado sabatinar e aprovar ministros de tribunais superiores, como o Supremo Tribunal Federal (STF), além de chefes de agências reguladoras, diretores do Banco Central e o procurador-geral da República. Também é atribuição da Casa julgar autoridades em processos de impeachment. Em um cenário de tensões institucionais, formar maioria no Senado significa influenciar os rumos do equilíbrio entre os Poderes.

Mais do que uma disputa paralela à corrida presidencial, a eleição para o Senado tende a funcionar como termômetro da governabilidade a partir de 2027. A depender do resultado, o próximo presidente, seja de continuidade ou de alternância, poderá encontrar um ambiente de maior estabilidade ou de confronto político.