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“Se não me querem como aliado, me terão como adversário”, disse Wilson Lima se preparando para a disputa ao Senado nas eleições 2026 no estilo Maquiavel

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O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), já não atua apenas como chefe do Executivo estadual. Nos bastidores, o movimento é claro: ele começa a se posicionar como protagonista direto da disputa de 2026, mirando uma candidatura ao Senado com a frieza estratégica de quem compreendeu que política é, antes de tudo, correlação de forças.

E como ensinava Nicolau Maquiavel, o poder não é concedido, é conquistado.

A frase que circula entre aliados resume bem o espírito do governador:

“Se não me querem como aliado, me terão como adversário.”

Wilson chega ao ciclo eleitoral de 2026 com um discurso sustentado por um portfólio robusto de obras estruturantes que mudaram a paisagem do Amazonas, principalmente em Manaus e no interior.

Entre os principais marcos de sua gestão, destacam-se:
• Prosamin+, com reassentamento de famílias e requalificação urbana em áreas históricas de risco
• Prosai Parintins, considerado um dos maiores projetos de saneamento e urbanização do interior
• Avanço do programa Amazonas Meu Lar, com foco em habitação e regularização fundiária
• Obras de infraestrutura viária e recuperação de ramais e estradas estaduais
• Ampliação de investimentos na saúde, com reformas, entregas hospitalares e modernização da rede
• Programas de segurança pública com reforço operacional e presença territorial

Wilson sabe que obra é argumento. Mas em ano eleitoral, argumento sem aliança vira munição incompleta.

Nos últimos dias, cresceu a especulação sobre uma tentativa de composição entre a federação União Progressista e o PL, partido que domina o campo bolsonarista no Amazonas e possui nomes competitivos para 2026.

O problema é que o PL não é um aliado automático.

O partido tem seus próprios projetos, suas próprias lideranças e, sobretudo, seu próprio ritmo.

A tentativa de aproximação esbarra em uma verdade incômoda:
Wilson não depende do PL, mas o PL pode depender de Wilson.

E é aí que entra a lógica maquiavélica.

Maquiavel ensinava que um príncipe deve ser temido ou amado, mas jamais ignorado.

Wilson Lima parece ter entendido que, se não houver espaço para ele dentro de uma composição ampla da direita e do centro-direita, ele não ficará esperando na arquibancada.

Ele entrará no jogo, com máquina, estrutura, obras e voto consolidado, Wilson pode ser o adversário mais indigesto para qualquer cacique tradicional.

Wilson sabe que, ao chegar à Câmara Alta, não apenas se protege politicamente, mas também se torna um dos grandes articuladores nacionais do Norte.

O governador se prepara para deixar o Executivo com a marca de obras e a postura de quem não aceitará ser empurrado para fora da sucessão.

A política de 2026 será uma guerra de alianças.

E Wilson Lima já avisou, no melhor estilo Maquiavel:

“Se não me querem como aliado… me terão como adversário.”

*Com informações foconofato