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“Palanque eleitoral”, afirma direita do AM sobre homenagem de escola de samba a Lula

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Políticos que representam a direita no Amazonas, fizeram críticas à homenagem que o presidente Lula (PT) recebeu da escola de samba Acadêmicos de Niterói, durante os desfiles das agremiações nesse domingo (15) no Rio de Janeiro. Segundo os parlamentares, a apresentação foi usada como “palanque eleitoral”.

O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL), afirmou que o desfile “extrapolou” o campo cultural e teve papel político-eleitoral. A deputada estadual Débora Menezes (PL), questionou o uso de recursos públicos.

Já o pré-candidato a deputado federal, Coronel Menezes (Progressistas), destacou que não há problema na homenagem, mas sim a diferença que é feita, caso a apresentação fosse feita ao ex-presidente Bolsonaro (PL), e frisou que a incoerência enfraquece o debate público.

“Quando uma escola de samba faz homenagem a uma figura política em ano eleitoral, é impossível dizer que isso é “apenas cultural. Carnaval é cultura, sim, mas também é palco, é narrativa e é influência. Se a homenagem fosse ao ex-presidente Jair Bolsonaro, podem ter certeza: haveria críticas intermináveis, questionamentos no Ministério Público, editoriais indignados e debates acalorados na imprensa. Mas quando a exaltação é ao presidente Lula, muitos preferem tratar como algo natural, quase intocável. O ponto não é proibir homenagem. O ponto é coerência. Democracia exige isonomia. Se vale para um, tem que valer para o outro. Dois pesos e duas medidas enfraquecem o debate público e escancaram a seletividade de parte da opinião publicada”, destacou Menezes.

O vereador de Manaus, Capitão Carpê (PL), afirmou que a apresentação da escola atacou os princípios defendidos por setores da direita, como a família tradicional e os valores conservadores.

Desfile

A estreia da Acadêmicos de Niterói no Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, na noite deste domingo (15/2), provocou forte repercussão política nas redes sociais. A escola levou para a Sapucaí um enredo sobre a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), abordando sua origem como operário e sua trajetória política. No entanto, uma ala específica do desfile gerou críticas de lideranças políticas e religiosas: Neoconservadores em conserva.

Nos bastidores, interlocutores da direita local admitem que o desfile foi acompanhado com atenção redobrada, com análise de falas, alegorias e símbolos em busca de elementos que pudessem embasar uma eventual denúncia por crime eleitoral, como já foi feito antes do desfile por um deputado federal, rejeitada pelo TSE. Até o momento, no entanto, não há registro de decisão da Justiça Eleitoral que enquadre a homenagem como irregularidade. O episódio evidencia como a polarização política brasileira ultrapassa o ambiente institucional e alcança também manifestações culturais de grande alcance popular, como o Carnaval.