O caso Master ganhou nesta segunda-feira, 26, um novo capítulo depois que dois empresários sob investigação conseguiram adiar seus depoimentos na Polícia Federal. A corporação confirmou que as oitivas, previstas para esta semana, terão uma nova agenda. Os advogados alegaram impossibilidade de comparecimento de seus clientes por questões de agenda.
A defesa sustentou, da mesma forma, que precisa de mais tempo para poder analisar documentos apreendidos na operação. A PF avaliou os pedidos e decidiu assim deferir a prorrogação. Iriam depor André Felipe de Oliveira Seixas Maia e Henrique Souza e Silva Peretto. Eles são sócios da Tirreno, suspeita de atuar como empresa de fachada para viabilizar as fraudes financeiras.
O Ministério Público acompanha o andamento do processo e defende principalmente a rapidez na coleta de depoimentos. A investigação apura prováveis irregularidades financeiras e sobretudo diversas violações de normas do sistema bancário.
A operação se concentra em contratos, trocas de mensagens e movimentações atípicas. Os investigadores consideram alguns dados sensíveis e pretendem cruzar informações antes das próximas oitivas.
Com o novo adiamento, a PF reorganiza a agenda para evitar comprometer o andamento das diligências. Os depoimentos devem ocorrer ainda neste mês. Os investigadores avaliam que a oitiva dos dois nomes é estratégica para esclarecer a origem de documentos e confirmar relatos de outros envolvidos. A defesa afirma que seus clientes vão colaborar quando forem convocados.
Caso Master: desafio é destravar o processo
A PF já disponibilizou parte das evidências para as equipes jurídicas, que analisam planilhas, extratos e relatórios periciais. Esse material servirá de base para a elaboração da nova estratégia defensiva. O próximo passo será definir a ordem das oitivas e concluir o relatório parcial que seguirá ao Ministério Público. A expectativa é que a fase de depoimentos seja concluída antes da próxima etapa da investigação.











