A procuração foi assinada em 6 de fevereiro de 2025 e registrada em cartório na cidade de Marília (SP). No mesmo mês, Paulo Humberto Barbosa — advogado da J&F, dos empresários Joesley e Wesley Batista, e atual proprietário do resort — adquiriu as cotas que pertenciam à família de Toffoli por meio da Maridt Participações, empresa apontada como tendo endereço de fachada. O negócio está avaliado em aproximadamente R$ 3,5 milhões.
No documento, José Eugênio Toffoli autoriza o advogado a representar a Maridt em reuniões de sócios das empresas DGEP Empreendimentos e Participações Ltda e Tayayá Administração e Participações Ltda. A procuração permite, entre outras atribuições, aceitar e assinar documentos, deliberar sobre assuntos de interesse da empresa, votar e praticar atos administrativos em nome da Maridt.
Funcionários ainda apontam Toffoli como verdadeiro dono do resort
De acordo com informações reveladas pela coluna Andreza Matais, do Metrópoles, funcionários do resort Tayayá ainda tratam o ministro Dias Toffoli como o verdadeiro proprietário do empreendimento, apesar da formalização da venda.
Desde dezembro de 2022, o magistrado teria passado ao menos 168 dias hospedado no local. No fim do ano passado, inclusive, o resort foi fechado para a realização de uma festa destinada a familiares e convidados do ministro, mesmo após a venda oficial do estabelecimento para o advogado da J&F.
Ainda segundo o Metrópoles, Dias Toffoli também recebeu no resort empresários como André Esteves, do BTG Pactual, e Luiz Pastore, do grupo metalúrgico Ibrame, conforme registros em vídeo divulgados pelo portal.











