Em um raro momento de união, o trio de senadores do Amazonas — Eduardo Braga, Omar Aziz e Plínio Valério — assinou pedidos de investigação para apurar o escândalo bilionário envolvendo o banco Master, de Daniel Vorcaro.
Inicialmente, apenas Plínio Valério (PSDB) apoiou o requerimento para abrir uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), de autoria do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), para investigar o banco Master e o contrato milionário de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, com o banco.
Omar Aziz, no entanto, assinou o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do seu colega de Casa, senador Eduardo Girão (Novo), com o mesmo teor. A iniciativa foi vista como um distanciamento de adversários políticos. A proposta foi assinada no dia 6 de janeiro deste ano.
Com o apoio de Plínio Valério e Omar Aziz, apenas Eduardo Braga, pelo Amazonas, ainda não havia assinado pedidos de investigação do banco. O Foco noticiou, na última sexta-feira (9), que apenas o parlamentar não havia assinado pedidos para investigar os maiores escândalos da história recente do Brasil, entre eles o caso do INSS e do banco Master.
Na mesma sexta-feira, momentos após a veiculação da matéria, o parlamentar decidiu apoiar a proposta de autoria do deputado Carlos Jordy.
O requerimento de Carlos Jordy já alcançou as assinaturas necessárias para ser protocolado no Senado Federal. No entanto, para avançar, precisa da autorização do presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União). Ele deve analisar a proposta no retorno do recesso parlamentar, em fevereiro.
Caso Banco Master
Além da fraude de R$ 12 bilhões, a proposta busca apurar um possível contrato de R$ 129 milhões de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o banco Master, do empresário Daniel Vorcaro.
Para que a CPMI seja aberta, é necessária a autorização do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União), após o pedido ser protocolado na Casa, que retoma as atividades em fevereiro. O caso revelou uma ligação escandalosa envolvendo empresários, políticos e magistrados de tribunais superiores.











