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Brasileira eleita influenciadora 60+ eleita mais bonita do mundo recusa convites para desfilar no Carnaval 2026

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Reconhecida internacionalmente pela Playboy sul-africana, Ivy Mena afirma que a festa ainda impõe uma cobrança estética irreal sobre mulheres maduras

Ivy Mena, eleita pela edição sul-africana da Playboy como a criadora de conteúdo 60+ mais bonita do mundo, revelou que recusou convites para desfilar no Carnaval 2026. Segundo ela, a decisão foi motivada pela pressão estética e pela cobrança por um corpo considerado “irreal”, especialmente quando se trata de mulheres acima dos 60 anos.

Reconhecida internacionalmente após uma busca promovida pela revista, que procurou nas redes sociais mulheres maduras com estética marcante, presença diante das câmeras e relevância no universo adulto, Ivy passou a refletir ainda mais sobre os padrões impostos a corpos femininos em eventos de grande exposição. Para ela, o Carnaval ainda carrega uma lógica que privilegia juventude e ausência de marcas do tempo.

“Não é que eu tenha medo de aparecer ou vergonha do meu corpo. Eu trabalho com imagem, eu vivo isso nas redes. Só que no Carnaval existe uma cobrança diferente, é como se fosse uma vitrine cruel, e a régua muda quando você é uma mulher mais velha”, afirma.

Ivy Mena — Foto: Divulgação | CO ASSESSORIA
Ivy Mena — Foto: Divulgação | CO ASSESSORIA

Na avaliação de Ivy, o desconforto não está exatamente na festa, mas no conjunto de expectativas que a acompanha. “Tem a fantasia, tem o figurino, tem a comparação, tem o comentário atravessado, tem a avaliação silenciosa. Você vira um corpo para ser medido, e não uma pessoa para estar ali”, afirmou. Para ela, a exigência de um padrão estético específico entra em conflito com a ideia de maturidade.

“A cobrança pelo corpo perfeito no Carnaval não conversa com a maturidade, e isso pesa ainda mais nas mulheres 60+”, pontua.

A influenciadora também contou que recebe mensagens frequentes de mulheres maduras que evitam experiências como Carnaval, praia e festas por medo de julgamentos.

“Elas me escrevem falando que querem, mas têm vergonha, acham que vão ser ridicularizadas. O Carnaval amplifica esse sentimento porque tudo vira foto, tudo vira comparação, tudo vira comentário”, disse.

Segundo Ivy, embora a festa seja associada à alegria, ainda não é igualmente acolhedora para todos os corpos. “Eu já entendi que beleza não tem idade. Eu não preciso provar isso em um lugar onde a lógica ainda é te medir por padrão”, afirma.

Ivy destacou que sua decisão não é um posicionamento contra o Carnaval em si, mas contra o peso simbólico que ainda recai sobre o corpo feminino.

“Eu não me escondo, eu não tenho vergonha, eu só não entro em ambientes que exigem um corpo irreal como condição para existir. Principalmente quando você passa dos 60”, concluiu.

Ivy Mena — Foto: Divulgação | CO Assessoria
Ivy Mena — Foto: Divulgação | CO Assessoria