A ida de Denilson Show para o Palmeiras, em 2008, voltou a repercutir após quase duas décadas. O motivo foi uma declaração do comentarista esportivo Marco Aurélio Cunha, à época dirigente do São Paulo, que relembrou o episódio envolvendo o uso das instalações do CT tricolor durante a recuperação de uma lesão. A versão contestada pelo ex-jogador, que o chamou de mentiroso.
Em entrevista ao canal do ex-zagueiro Alex Bruno, também ex-jogador do Soberano, o veterano afirmou que o então diretor de futebol João Paulo de Jesus Lopes foi o responsável por barrar a permanência do meio-campo no clube:
“Foi por causa dele. O Denilson é um cara fantástico, eu adoro ele. E naquele momento, ele veio tratar no São Paulo, que estava com um nível técnico muito bom, todo mundo muito igual”, iniciou.
De acordo com Marco Aurélio, o clube não se interessou na permanência do atleta: “Porque não queria quebrar o grupo, não queria fazer muita brincadeira. O Denilson é um cara muito brincalhão. E ele estava insistindo pra ficar. Queria jogar, acertar um contrato. Ele usou (o Departamento Médico) o tempo que ele quis”.
“Aí, ele quis com toda razão e direito ficar lá como jogador. Mas o São Paulo não quis, porque estava com o ambiente ajustado e não queria criar um fato novo, com o Denilson lá. E aí, ele ficou chateado e ele saiu muito bravo e foi pro Palmeiras”, acrescentou o ex-dirigente sobre a saída.
A versão, entretanto, foi contestada pelo próprio Denilson, que se pronunciou sobre a polêmica: “Estou aqui curtindo as minhas férias e vejo um vídeo do Alex Bruno, meu parceiro, gente boa demais, com o Marco Aurélio Cunha falando sobre a minha pessoa, sobre a minha passagem no São Paulo. Ê, Marco Aurélio Cunha, hein. P** que pariu. Depois de velho, mentindo?”.
Denilson fez as categorias de base no São Paulo e estreou profissionalmente em 1994. Com a camisa do Tricolor, ele venceu a Copa Conmebol daquele ano. Depois de passar pela Europa e conquistar a Copa do Mundo de 2002, o atacante voltou ao Brasil e fechou com o Palmeiras em 2008. Ele foi campeão do Paulista daquele ano, mas deixou o time ao final da temporada.











