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María Corina se pronuncia sobre prisão de Maduro: ‘Chegou a hora da liberdade’

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Segundo a opositora, Estados Unidos cumpriram a promessa de 'fazer valer a lei'

A líder da oposição venezuelana María Corina Machado afirmou neste sábado, 3, que Nicolás Maduro “passa a enfrentar a justiça internacional” por crimes cometidos contra venezuelanos e cidadãos de outros países. Segundo ela, depois da recusa de Maduro em aceitar uma saída negociada, os Estados Unidos teriam cumprido a promessa de “fazer valer a lei”.

Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, ela declarou que “chegou a hora da liberdade” e defendeu o restabelecimento da soberania popular e nacional. Entre as prioridades, citou a libertação de presos políticos, a reconstrução do país e o retorno de venezuelanos que vivem no exterior.

A opositora afirmou que anos de mobilização “valeram a pena” e que o processo esperado “está acontecendo”. Segundo ela, a vontade popular expressa nas eleições de 28 de julho legitimou Edmundo González Urrutia como presidente da Venezuela.

María Corina defendeu que González assuma imediatamente o mandato constitucional e seja reconhecido como comandante-chefe da Força Armada Nacional, convocando militares e autoridades a reconhecerem a nova liderança.

No discurso, pediu que a população permaneça “vigilante, ativa e organizada” até a consolidação da transição democrática. Aos venezuelanos no exterior, solicitou mobilização junto à comunidade internacional. “A Venezuela será livre”, concluiu.

Em Miami, venezuelanos vão às ruas para comemorar captura de Maduro

Moradores da comunidade venezuelana em Miami, no Estado norte-americano da Flórida, saíram às ruas durante a madrugada e a manhã deste sábado, 3, para festejar a captura de Nicolás Maduro. A celebração ocorreu horas depois da operação militar dos Estados Unidos em território sul-americano, que resultou na prisão do ditador e de sua mulher, Cilia Flores.

Imagens registraram o clima de euforia em frente ao restaurante El Arepazo, na cidade de Doral, no Condado de Miami-Dade. O local se tornou ponto de encontro de imigrantes que comemoram os bombardeios contra alvos estratégicos do regime venezuelano.

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Miami, na Flórida (EUA), virou palco para manifestação em comemoração à queda do ditador Nicolás Maduro — 3/1/2026 | Foto: Marco Bello/Reuters
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‘Nossa única opção é a Venezuela’, diz cartaz exibido por manifestante em Miami, em apoio à María Corina Machado, depois da queda do ditador Nicolás Maduro — 3/1/2026 | Foto: Marco Bello/Reuters
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Queda do regime de Nicolás Maduro resultou em comemoração pelas ruas de Miami, na Flórida (EUA) — 3/1/2026 | Foto: Marco Bello/Reuters

Segundo Pam Bondi, procuradora-geral dos EUA, Maduro e Flores serão julgados em solo norte-americano. Em postagem na plataforma X, ela afirmou que o casal foi indiciado no Distrito Sul de Nova York por diversos crimes. Entre eles, estão conspiração para narcoterrorismo e para importação de cocaína, além de posse de metralhadoras e objetos explosivos contra os EUA.

“Em breve, eles enfrentarão a severidade da Justiça americana em solo americano, em tribunais norte-americanos”, escreveu Bondi. “Em nome de todo o Departamento de Justiça dos EUA, gostaria de agradecer ao presidente Trump por ter a coragem de exigir responsabilização em nome do povo americano.”