Ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vão fazer uma reunião de emergência na manhã deste sábado, 3. Eles vão discutir os desdobramentos da ação militar dos Estados Unidos que capturou Nicolás Maduro, ditador da Venezuela. Agora pouco, Lula divulgou uma nota na qual condena a ação dos EUA para prender o ditador.
A reunião será na sede do Itamaraty, em Brasília. Ainda não há uma lista oficial de quais ministros participarão. Lula está fora da capital federal neste começo de ano. O presidente e a primeira-dama, Janja da Silva, passam o período na base militar da Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro. O político acompanha os desdobramentos a distância e mantém contato com a equipe diplomática.
Antes da reunião, governo fez contato com governo da Venezuela
De acordo com o g1, o Palácio do Planalto e o Itamaraty já fizeram contato com o governo venezuelano para acompanhar a situação no país vizinho e obter informações oficiais sobre o ataque norte-americano e captura de Maduro.
Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, estava de férias até a próxima terça-feira, 6. Contudo, decidiu interromper o descanso e retornar a Brasília. Até a chegada dele, a condução da pasta está sob responsabilidade da secretária-executiva, Maria Laura da Rocha.
Trump anuncia captura de Maduro
Na manhã deste sábado, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou que forças americanas realizaram uma operação militar de grande escala em território venezuelano. A ação ocorreu durante a madrugada e, segundo o político, resultou na captura de Nicolás Maduro e da mulher dele, Cilia Flores. Eles serão levados aos EUA, onde devem ser julgados.
Nicolas Maduro and his wife, Cilia Flores, have been indicted in the Southern District of New York. Nicolas Maduro has been charged with Narco-Terrorism Conspiracy, Cocaine Importation Conspiracy, Possession of Machineguns and Destructive Devices, and Conspiracy to Possess…
— Attorney General Pamela Bondi (@AGPamBondi) January 3, 2026
A declaração foi feita por meio da Truth Social, rede social criada por Trump. A mensagem não informou para onde Maduro e a mulher foram levados, nem detalhou as circunstâncias da operação ou se houve resistência das forças venezuelanas.
Mike Lee, senador do Partido Republicano pelo Estado de Utah, também afirma que o ditador venezuelano será julgado nos EUA. Segundo o parlamentar, a informação partiu de Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano.











