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Correios fecham empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos para regular as entregas

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Reforço financeiro é considerado essencial para que empresa regularize entregas, que apresentam atrasos

Os Correios assinaram, na sexta-feira, 26, um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco dos principais bancos do país: Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

A operação foi publicada no Diário Oficial da União neste sábado, 27, e tem validade até 2040.

O contrato conta com garantia da União, o que assegura aos bancos que o governo federal honrará as parcelas caso a estatal não consiga pagar. A medida faz parte do plano de reestruturação da empresa, que enfrenta grave crise financeira.

O empréstimo foi autorizado pelo Tesouro Nacional após a rejeição de uma proposta anterior de R$ 20 bilhões. A oferta anterior previa juros de 20% ao ano, acima do limite aceito de 18% ao ano. 

Segundo o Tesouro, o acordo fechado respeita os critérios exigidos para a avaliação da capacidade de pagamento de estatais com plano de reequilíbrio aprovado.

O reforço financeiro é considerado essencial para que os Correios regularizem as entregas, que apresentam atrasos. Em 23 de dezembro, o índice de atrasos estava em 67%, segundo reportagem do UOL.

Paralelamente, os Correios enfrentam uma greve de funcionários iniciada em 16 de dezembro. Dos 36 sindicatos que representam os trabalhadores, 24 decidiram parar as atividades devido a divergências no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A paralisação atinge estados que concentram mais de 70% das entregas da estatal.

Para contornar os problemas com funcionários e fornecedores, a administração da empresa calcula a necessidade de R$ 10 bilhões até o final do mês.