As cédulas do real possuem diversos elementos físicos e visuais de segurança, como o alto-relevo e o número que muda de cor, criados pelo Banco Central para dificultar falsificações e facilitar a identificação, inclusive por pessoas com deficiência visual.
Como é o papel utilizado nas cédulas do real
As cédulas do real são produzidas em papel fiduciário, diferente do papel comum de escritório. Esse material é mais resistente ao manuseio, dobras e umidade moderada, garantindo maior durabilidade ao dinheiro em circulação.
O papel fiduciário tem textura própria, menos lisa, o que favorece a percepção do relevo e a aplicação de tintas e marcas especiais. Essa combinação aumenta a segurança e dificulta falsificações feitas com impressoras domésticas.

Onde está o alto-relevo nas cédulas do real
O alto-relevo é um dos recursos mais fáceis de verificar apenas com o tato. Nas notas de R$ 2, R$ 5 e R$ 10, ele aparece somente na frente; já nas de R$ 20, R$ 50, R$ 100 e R$ 200, pode ser sentido na frente e no verso da cédula.
Algumas áreas concentram esse efeito e podem ser conferidas deslizando os dedos com calma sobre a nota, comparando sempre que possível com uma cédula recebida em ambiente confiável.
- Inscrição “República Federativa do Brasil”;
- Efígie da República, figura feminina que representa o país;
- Linhas, números e elementos nas laterais da nota.
O que é o número que muda de cor nas cédulas do real
O número que muda de cor está presente nas notas de R$ 10, R$ 20 e R$ 200 e é impresso com tinta opticamente variável. Essa tinta altera o tom conforme o ângulo de visão ou a inclinação da cédula em relação à luz.
Ao inclinar a nota, o número costuma mudar do verde para o azul, com efeito de barra móvel dentro do algarismo. Esse recurso exige tecnologia industrial específica e de alto custo, o que torna difícil sua reprodução em falsificações simples.
O canal Mestrexp publicou um vídeo ilustrando como identificar as notas falsas usando o celular:
Como verificar o número que muda de cor na prática
Para conferir o número que muda de cor, é importante observar a cédula em ambiente iluminado e movimentá-la lentamente. Assim, o cidadão consegue perceber com clareza a alteração de cor e o efeito visual interno no algarismo.
Esse procedimento é rápido e pode ser incorporado ao atendimento em comércios, feiras e serviços de transporte, reduzindo o risco de aceitar notas suspeitas durante transações do dia a dia.
Como combinar diferentes elementos de segurança das cédulas
O Banco Central orienta que a checagem de autenticidade não se baseie em apenas um elemento, mas na combinação de vários recursos. Isso torna mais difícil que uma falsificação, mesmo bem-feita, passe despercebida no manuseio comum.
Ao tocar o papel, sentir o alto-relevo, observar o número que muda de cor e conferir marca-d’água e fio de segurança contra a luz, o público aumenta a chance de identificar irregularidades e recusar cédulas potencialmente falsas.











