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Família de Benício se manifesta sobre decisão da Justiça de negar prisão de médica e técnica; veja nota

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A família do menino Benício Xavier de Freitas — morto após receber superdosagem de adrenalina — se manifestou sobre a decisão da Justiça do Amazonas que negou o pedido de prisão preventiva da médica Juliana Santos Brasil e da técnica em enfermagem Raíza Bentes, envolvidas na morte do menino, de apenas 6 anos.

Em nota, a família da vítima disse que recebeu com “atenção e respeito” a decisão proferida pela 1ª Vara do Tribunal do Júri, que suspendeu por 12 meses o exercício profissional da médica e da técnica, embora tenha negado o pedido de prisão.

“A família considera a medida necessária, adequada e coerente com a gravidade dos fatos apurados, sobretudo por reconhecer que o próprio Juízo afirmou que o risco à ordem pública decorre diretamente do exercício profissional das investigadas, especialmente no atendimento a pacientes, em particular crianças”, diz trecho da nota.

O delegado Marcelo Martins — responsável pelo caso e titular do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP) — já havia pedido a prisão preventiva da médica, mas o pedido foi indeferido pela Justiça do Amazonas. No entanto, foram determinadas medidas cautelares.

  • Comparecimento mensal em juízo para informar e justificar as atividades, munida de documento pessoal com foto e comprovante de residência atualizado;
  • proibição de ausentar-se da Região Metropolitana de Manaus/AM, sem prévia autorização do Juízo competente;
  • proibição de aproximar-se da família da vítima e das testemunhas, devendo manter uma distância de pelo menos 200 (duzentos) metros.

O menino, de apenas 6 anos, morreu na madrugada do dia 24 de novembro após receber aplicação de superdosagem de adrenalina na veia, no Hospital Santa Júlia, no Centro de Manaus. A médica Juliana Santos — responsável pela prescrição — e a técnica em enfermagem Raíza — responsável pela aplicação — são investigadas pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).

No comunicado, a família destacou que pediu a suspensão do exercício profissional das investigadas por meio de denúncia enviada ao Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM).

Por fim, a família manifestou confiança na investigação conduzida pelo delegado Marcelo Martins.

“A família também registra sua confiança no trabalho sério, técnico e diligente que vem sendo conduzido pela Polícia Civil do Amazonas, por meio do delegado de polícia Dr. Marcelo Martins, cuja atuação tem sido marcada pelo comprometimento com a apuração rigorosa dos fatos, o respeito às garantias legais e a busca pela verdade.”