Com rejeição na capital e buscando conquistar o eleitorado de direita, o senador Eduardo Braga (MDB) mudou o discurso e começou a acenar em pautas favoráveis à direita. Exemplo desse aceno foi a defesa dos condenados nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, na sede dos Três Poderes, em Brasília.
Segundo ele, houve excesso de punição em alguns casos relacionados às condenações pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e defendeu que a Justiça observe a proporcionalidade das penas, especialmente em situações de menor gravidade.
A mudança no discurso do parlamentar ocorre em ano pré-eleitoral. O senador tem rejeição no estado — onde o eleitorado é majoritariamente de direita — por se alinhar com pautas ligadas à esquerda e, inclusive, por ser base do governo Lula (PT) no Senado.
O tema será analisado na próxima quarta-feira (17) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que deve avaliar o Projeto de Lei da Dosimetria.
Ao tratar do debate, Braga citou o episódio da pichação com batom na estátua da Justiça, que se tornou um dos casos mais simbólicos da discussão pública sobre as penas aplicadas.
“Aquela senhora que estava com batom e escreveu lá na escultura da Justiça merecia 17 anos de prisão? Na minha opinião, não”, afirmou.
Ao comentar o projeto, o senador ressaltou que reconhecer excessos em casos específicos não significa negar que houve crime, mas defender que a punição aplicada guarde relação com a gravidade da conduta.
“Ela cometeu um crime e precisava ser punida, mas não com uma pena desse tamanho. Isso é desproporcional”, reforçou.











