A CPMI do INSS incluiu na pauta desta quinta-feira (4/12) dois requerimentos que prometem elevar a temperatura no colegiado:
a convocação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e a quebra de sigilo financeiro e bancário da Zema Financeira, empresa ligada à família do governador. As propostas foram apresentadas pelo deputado petista Rogério Correia (PT-MG).
No pedido, Correia afirma que a Zema Financeira atua no mercado de empréstimos consignados direcionados a segurados do INSS, com descontos automáticos em folha, embora o deputado não apresente indícios de irregularidades envolvendo a instituição. (continua)
O requerimento também destaca que “a Zema Financeira também foi uma das instituições beneficiadas pela Medida Provisória nº 1.106, de 17.03.2022 do Governo Bolsonaro, posteriormente convertida na Lei nº 14.431, de 03.08.2022, que possibilitou a realização de consignações em benefícios do Programa Auxílio Brasil (PAB) para amortização de empréstimos. A Zema foi uma das poucas instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central a oferecer a linha de crédito que desconta a parcela direto do pagamento feito pelo governo para famílias vulneráveis em até 40% do valor do benefício”, diz o texto.
A possibilidade de ouvir Zema já havia provocado bate-boca na reunião anterior da CPMI. Rogério Correia e Marcel Van Hattem (Novo-RS) trocaram acusações, com o deputado gaúcho afirmando que apoiaria o pedido do petista caso a base governista deixasse de bloquear a convocação de Messias, indicado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal.
Instalada em agosto, a CPMI entra na reta final de sua primeira fase, dedicada à apuração de descontos associativos. A etapa seguinte deve se concentrar no universo dos empréstimos consignados, tema que deve dominar os debates no início de 2026.
(Foto: reprodução; Fonte: Metrópoles)











