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Hugo Motta rompe o silêncio, sobre invasão de Glauber e violência contra jornalistas

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Presidente da Câmara afirma que a mesa diretora não pode ser usada como ‘instrumento de intimidação’ e diz ter pedido a ‘apuração de todo e qualquer excesso cometido contra a cobertura da imprensa’

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez uma declaração durante a sessão desta terça-feira, 9, sobre a invasão da Mesa Diretora pelo deputado Glauber Braga (Psol-RJ) e as agressões sofridas por jornalistas — entre eles a repórter Sarah Peres, da Oeste, empurrada por um policial legislativo durante o exercício da profissão.

Motta iniciou sua fala dizendo que a invasão de Glauber à mesa diretora “nunca deveria ocorrer no Parlamento brasileiro” e classificou a ocupação da cadeira da Presidência como um ataque direto ao funcionamento do Poder Legislativo. 

“Ele não desrespeita o presidente em exercício”, declarou. “Ele desrespeita a própria Câmara dos Deputados. Ele desrespeita o Poder Legislativo.”

O episódio ocorreu quando Glauber subiu à Mesa para protestar contra a tramitação de um processo de cassação. A cena gerou tumulto no plenário, interrompeu a transmissão ao vivo da sessão e resultou na retirada de jornalistas do espaço.

“A cadeira da Presidência não pertence a mim”, disse. “Ela pertence à República, pertence à democracia, pertence ao povo brasileiro. E nenhum parlamentar está autorizado a transformá-la em instrumento de intimidação, espetáculo ou desordem.”

Ele também rebateu críticas de que estaria impedindo debates ou protegendo decisões políticas específicas: “Deputado pode muito, mas não pode tudo. Fora da lei e do regimento, não é liberdade: é abuso.”

“O presidente da Câmara não é responsável pelos atos que levaram determinadas cassações ao plenário, mas é responsável por garantir o rito, a ordem e o respeito à instituição”, sinalizou.

“A minha obrigação é proteger a democracia do grito que cala, do gesto autoritário disfarçado de protesto, da intimidação travestida de ato político”, afirmou Motta. “E é isso que continuarei a fazer: garantir que divergências se expressem com voz, não com vandalismo institucional; com argumento, não com agressão simbólica; com voto, não com invasão da Mesa. Hoje ficou claro: quem tentou humilhar o Legislativo, humilhou a si mesmo. Quem tentou fechar portas ao diálogo, escancarou a própria intolerância. E quem tentou afrontar a Câmara, encontrou uma instituição firme, serena e inegociável.”

Motta cita violência contra jornalistas

Em relação às agressões sofridas pela imprensa durante o tumulto no salão verde, Motta disse ter determinado investigação imediata dos casos relatados pela imprensa. 

“Determinei a apuração de todo e qualquer excesso cometido contra a cobertura da imprensa”, limitou-se a dizer.

Afirmou ainda que o Ato da Mesa nº 145 prevê a possibilidade de suspensão de acesso por motivos de segurança, justificando as medidas adotadas no momento da confusão. “Segui rigorosamente os protocolos de segurança e o regimento interno”, disse.