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Maduro exalta MST e pede que brasileiros saiam às ruas em favor da Venezuela

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Enquanto responde por ligações com o narcotráfico, ditador fala em português e convoca ato popular

Em meio à pressão militar dos Estados Unidos no Caribe, Nicolás Maduro fez um apelo direto ao povo brasileiro. Durante um programa de TV exibido nesta quinta-feira, 4, o ditador arriscou o português e pediu mobilização em apoio ao regime chavista.

“Povo do Brasil, às ruas para apoiar a Venezuela em sua luta pela paz e pela soberania”, disse em “portunhol”, ou seja, tentando falar português, mas usando várias palavras em espanhol. “Eu falo para vocês toda a verdade: temos o direito à paz com soberania. Que viva o Brasil.”

Maduro pediu apoio aos brasileiros depois de exaltar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e ganhar um boné no programa.

A tentativa de aproximação com o Brasil ocorre num momento de tensão crescente. Desde setembro, o governo norte-americano intensificou bombardeios contra criminosos em embarcações ligadas ao narcotráfico.

Washington considera Maduro o líder do Cartel de los Soles, designado pelo Departamento de Estado dos EUA como organização terrorista estrangeira. No entanto, o ditador nega a acusação.

Ex-chefe de inteligência confirma elo entre Maduro e organizações criminosas

Preso por narcoterrorismo nos EUA, Hugo Carvajal, ex-diretor de Inteligência Militar da Venezuela, afirmou em carta enviada ao presidente Donald Trump que o regime chavista atua como uma “narco-organização”.

O documento, obtido pelo jornal Dallas Express, destaca o uso sistemático do tráfico de drogas como arma política contra o governo norte-americano.

Carvajal argumentou que Maduro, Diosdado Cabello e outros nomes do alto comando militar transformaram a Venezuela em um cartel. Ele também relata vínculos diretos com grupos como Farc, ELN, Hezbollah e a inteligência cubana.

Ainda segundo Carvajal, o grupo criminoso Tren de Aragua teria expandido suas operações para os EUA a partir de 2021, sob ordens diretas de Caracas. A carta denuncia também a presença de espiões venezuelanos e cubanos infiltrados em bases militares norte-americanas.