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Quem é o general Augusto Heleno; entenda

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Um dos militares mais bem preparados na história das Forças Armadas brasileiras, oficial da reserva vai cumprir pena por decisão do STF

O general da reserva Augusto Heleno Ribeiro Pereira, de 76 anos, é um dos oficiais mais conhecidos de sua geração no Exército Brasileiro. É, da mesma forma, figura relevante na relação entre Forças Armadas e política desde o início dos anos 2000. 

Respeitado e premiado internamente por seu desempenho acadêmico e operacional, Heleno integra um grupo de elite. É um dos poucos na história da corporação a obter o título de tricoroado. A denominação é atribuída a oficiais-generais que concluíram, com excelência, os três cursos mais importantes da formação superior militar.

General atingiu o grau máximo na carreira intelectual

O currículo inclui a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), o Curso de Política, Estratégia e Alta Administração (CPEAEx) e a Escola Superior de Guerra (ESG). O conjunto desses títulos representa o ápice da carreira intelectual e estratégica de um oficial.

Ingressou na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) em 1966. Ao longo de mais de quatro décadas de serviço, acumulou principalmente funções de expressiva responsabilidade. Foi Comandante Militar da Amazônia, cargo no qual atuou diretamente em temas de soberania e fronteiras, assim como proteção ambiental. 

Entre 2004 e 2005, ganhou projeção internacional ao liderar a missão de paz da ONU no Haiti (Minustah), sendo reconhecido desse modo por pares e diplomatas pela condução rigorosa e pelo perfil técnico. Também ocupou postos estratégicos na estrutura do Exército relacionados a doutrina, planejamento e educação militar.

A partir de 2018, tornou-se uma das vozes mais influentes do entorno político de Jair Bolsonaro, durante a chefia do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência e participando de debates públicos sobre inteligência, defesa e segurança.

Heleno foi levado nesta terça-feira, 25, ao Comando Militar do Planalto, em Brasília, para início do cumprimento da pena de 21 anos de prisão por suposta participação em articulações contra a posse do presidente Lula da Silva. Há cerca de uma semana, o militar já dizia que aguardava o momento de ser preso. Ao mesmo tempo, reiterou que o episódio de 8 de janeiro demonstrava indícios de orquestração pelo atual governo.