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Ministério de Haddad quer R$ 120 milhões para bombar propaganda nas redes sociais

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O Ministério da Fazenda, chefiado por Fernando Haddad, solicitou um acréscimo de R$ 120 milhões ao orçamento para fortalecer suas ‘ações de comunicação e publicidade’, com foco na divulgação de projetos estratégicos para o governo, como a reforma tributária e o Plano de Transformação Ecológica. A reportagem é da Folha de SP.

Atualmente, o orçamento da pasta para comunicação institucional e assessoria de imprensa gira em torno de R$ 13 milhões, e o pedido de aumento representa um salto expressivo na capacidade de divulgação do órgão comandado pelo ministro Fernando Haddad (PT).

O pedido foi inicialmente feito em agosto e reforçado no fim de outubro ao Ministério do Planejamento e Orçamento, sendo agora avaliado pela Junta de Execução Orçamentária (JEO).

Segundo a Fazenda, os recursos serão destinados à contratação de três tipos de serviços: comunicação institucional, publicidade de utilidade pública e comunicação digital.

A intenção é promover as ações da pasta, incluindo a reforma tributária, o ‘Plano de Transformação Ecológica’ e a conscientização sobre a aposta de quota fixa — iniciativa relacionada à diferenciação entre mercado legal e ilegal de jogos.

O movimento da Fazenda acompanha a estratégia de reforçar a comunicação governamental às vésperas do ano eleitoral de 2026.

Em 2025, o governo Lula já ampliou o orçamento da Secom em R$ 116 milhões, totalizando cerca de R$ 876 milhões, a maior cifra destinada à pasta desde 2017. Entre as iniciativas previstas, Haddad deve viajar pelo país para divulgar pautas que podem aumentar a popularidade do governo, como a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000.

Em setembro, a Fazenda lançou um edital para contratação de empresas de comunicação institucional no valor de R$ 30 milhões. O ministério solicitou que as agências apresentem estratégias capazes de elevar em 25% o engajamento nos canais digitais e aumentar em 20% a presença positiva na mídia nacional e regional.

Até o momento, o ministério não detalhou como a verba adicional seria distribuída entre publicidade e comunicação digital, embora a Secom já tenha empenhado cerca de R$ 40 milhões em campanhas sobre a ampliação da faixa de isenção do IR.

Nos últimos anos, os ministérios têm investido em comunicação digital, produzindo vídeos e conteúdos para redes sociais. A Secom, sob a gestão de Sidônio Palmeira, passou a apostar na contratação de influenciadores e na produção de vídeos virais, modificando a estratégia do governo federal.

O pedido de mais recursos também cita a divulgação do Plano de Transformação Ecológica, lançado durante a COP28, como instrumento para atrair investimentos internacionais, públicos e privados, essenciais para o cumprimento das metas climáticas.

Questionado sobre a ampliação da comunicação a um ano das eleições, o ministério afirmou que toda ação segue as normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A medida também tem o objetivo de melhorar a percepção pública sobre políticas fiscais do governo, criticadas por aliados e adversários.

O ministro Haddad, apelidado de “Taxad” pela oposição devido a propostas tributárias impopulares, busca reforçar a narrativa de que a cobrança sobre os mais ricos é necessária para beneficiar os mais pobres.

A Secom e o PT pretendem destacar, em peças de televisão e redes sociais, a sanção da isenção do IR para até R$ 5.000 mensais, consolidando a comunicação das principais conquistas da Fazenda.

(Foto: Ministério da Fazenda; Fonte: Folha de SP)