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PL Antifacção é ‘furto político’, diz Lindbergh

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Líder do PT acusa oposição de desfigurar projeto para uso eleitoral

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), afirmou que o presidente Lula da Silva foi vítima de um “furto político” no debate sobre o PL Antifacção. Segundo ele, o governo elaborou a proposta original para fortalecer o combate ao crime organizado, endurecer penas, bloquear bens e criar um banco nacional de informações sobre facções. 

O conteúdo, no entanto, argumenta o petista, teria sido alterado depois da escolha do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) como relator. Lindbergh disse principalmente que a mudança de relatoria representou uma quebra de confiança. Derrite reassumiu o mandato na Câmara depois de deixar a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e assim apresentar um novo texto. 

Lindbergh: efeitos jurídicos graves

Para o esquerdista, o relator “subtraiu a autoria e o sentido técnico” da proposta ao aproximar o enquadramento das facções criminosas a terrorismo, algo que, segundo ele, não constava no texto inicial. O líder do PT afirma que essa “equiparação funcional” entre crime organizado e terrorismo cria efeitos jurídicos graves. 

Entre eles, a possibilidade de aplicar tratados internacionais de combate ao terrorismo, com riscos de sanções financeiras, congelamento de bens e cooperação policial estrangeira. Para Lindbergh, essa alteração transforma uma política pública nacional em instrumento de disputa eleitoral.

Ele argumenta que o governo queria fortalecer o Estado brasileiro, enquanto o relatório apresentado por Derrite abriria margem para uso externo e político da legislação. O deputado classifica a mudança como “furto político”, cometido, segundo ele, “sob o manto da confiança institucional”.

Derrite: proposta para endurecer penas

O relatório de Derrite, apresentado na sexta-feira 7, prevê penas que variam de 20 a 40 anos para integrantes de facções, milícias e grupos paramilitares. Em casos agravados, as punições podem ultrapassar 60 anos. Além disso, o texto cria novos tipos penais, como domínio territorial armado e sabotagem de serviços públicos.

A proposta também endurece a execução penal. A progressão de regime poderá ocorrer apenas depois do cumprimento de até 85% da pena. Líderes de facções deverão ser mantidos em presídios federais de segurança máxima.