Com apoio maciço da base aliada do prefeito David Almeida (Avante), a Câmara Municipal de Manaus (CMM) aprovou, em primeira discussão, o projeto de Reforma da Previdência Municipal, durante sessão plenária realizada na manhã desta quarta-feira (5).
A proposta, enviada pelo Executivo Municipal, aumenta o tempo de contribuição em sete anos para mulheres e cinco anos para homens, além de alterar outras regras consideradas prejudiciais aos servidores públicos.
Durante a votação, vereadores da oposição acusaram o presidente da Casa, David Reis (Avante), e os aliados do prefeito de realizarem manobras regimentais para acelerar a apreciação da proposta, sem o devido debate em comissões.
“Foi um atropelamento. Estão votando uma pauta de grande impacto para a vida dos servidores de forma apressada e sem transparência”, criticou o vereador Rodrigo Guedes (Progressistas).
A matéria foi aprovada por 30 votos favoráveis e 10 contrários, consolidando a força política da base governista. Ainda assim, o texto precisará passar por outras etapas legislativas.
Durante as discussões, servidores municipais, especialmente professores da rede pública, realizaram atos de protesto em frente à Câmara, pedindo a rejeição da proposta e denunciando o que chamam de “retrocesso” nos direitos da categoria.
O vereador Amauri Gomes (União Brasil) classificou a aprovação como um “dia histórico e lamentável” para o Parlamento Municipal.
A votação acirra o clima político na CMM e deve gerar novos protestos de sindicatos e servidores nas próximas sessões.











