A disputa pela Câmara Federal em 2026 começa a ganhar contornos definitivos e, ao mesmo tempo, turbulentos. Seis nomes já circulam nos bastidores como praticamente garantidos na corrida, reflexo de força partidária, capilaridade e protagonismo político. Mas enquanto esse primeiro bloco parece consolidado, outras duas vagas permanecem em aberto e se tornaram o verdadeiro campo de batalha da próxima eleição.
O cenário atual aponta como favoritos:
• UB – Roberto Cidade, presidente da Assembleia e articulador nato, que se prepara para transformar capital político em projeção nacional;
• PL – Sargento Salazar, dono de um voto de opinião consolidado que não é de Direita, Centro ou Esquerda;
• Avante – Fernanda Aryel, nome da nova geração política filha do prefeito David Almeida e contará com a estrutura da máquina municipal trabalhando pela sua eleição;
• Republicanos – Silas Câmara, veterano com raízes profundas no interior e na base evangélica, mantendo força eleitoral histórica;
• Cidadania/rumo ao Podemos – Amom Mandel, fenômeno urbano com capital jovem e digital, que deve migrar para o Podemos em busca de maior estrutura;
• PSD – Átila Lins, figura clássica da política amazonense que segue competitivo com ampla base e experiência em Brasília.
Esses seis caminham com vantagem. São cartas quase marcadas no baralho eleitoral. Mas a política está longe de encerrar o jogo: duas vagas ainda estão em disputa — e a briga promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos.
Entre os que lutam para ocupar os espaços restantes estão figuras com trajetória, recall e ambição:
• Fausto Júnior (UB), com discurso técnico e perfil de fiscalizador;
• Coronel Menezes (PP), ícone da direita raiz e nome de confiança do bolsonarismo no estado;
• Alfredo Nascimento (PL), ex-ministro e jogador experiente no tabuleiro político;
• Saulo Vianna (UB), articulado, com forte presença no interior e trânsito político crescente;
• Adail Filho (Republicanos) nome forte no interior do estado, com destaque para Coari, Tefé e Itacoatiara.
• Pauderney Avelino (UB), histórico líder liberal e voz experiente dentro do partido;
• Sidney Leite (PSD), deputado federal com base consolidada e atuação no interior reconhecida.
Esse pelotão sabe que cada visita ao interior, cada aliança, cada evento e cada postagem nas redes sociais pode definir o futuro. A eleição de 2026 será um plebiscito sobre força partidária, narrativa política e capacidade de mobilização territorial, urbana e interiorana.
O retrato atual mostra um Amazonas dividido entre o novo e o tradicional, o digital e o territorial, o voto de opinião e o voto de estrutura.
A disputa não começou oficialmente, mas já movimenta o tabuleiro com intensidade: telefonemas, costuras silenciosas, promessas futuras e batalhas internas dentro das próprias siglas.
Em 2026, o Amazonas verá a renovação e a tradição se cruzarem numa disputa que não será decidida apenas no palanque, mas no detalhe, na base, no interior profundo, no engajamento real e no pulso firme de quem sabe que Brasília não é para amadores.











