Nos bastidores da política amazonense, as engrenagens da eleição de 2026 começam a girar em alta rotação e um cenário desponta como cada vez mais plausível: as candidaturas do governador Wilson Lima e do deputado federal Capitão Alberto Neto pode ser a combinação que inviabilizará a reeleição de Eduardo Braga e Plínio Valério.
De acordo com informações publicadas pelo analista político Bryan Dolzane, pessoas próximas a Wilson Lima já esboçam uma estratégia clara para sua candidatura ao Senado Federal. O alvo preferencial seria Eduardo Braga, figura de forte rejeição na capital. A leitura é pragmática: explorar o desgaste de Braga em Manaus e ocupar o espaço de centro-direita e de independência, que hoje não encontra uma liderança consolidada.
Enquanto isso, no campo da direita, Alberto Neto tende a canalizar o voto ideológico, principalmente entre os eleitores mais fiéis ao bolsonarismo e críticos à velha política. Essa polarização, que naturalmente empurra Braga para uma posição desconfortável, pode acabar beneficiando os dois polos: Wilson como o nome de resultados, e Alberto como o representante da direita ideológica e disciplinada.
No interior do estado, Wilson Lima ainda mantém um capital político sólido, sustentado por políticas assistenciais e programas de infraestrutura que consolidaram seu nome como o “governador das entregas”. Já em Manaus, sua narrativa de gestor eficiente pode encontrar ressonância entre os eleitores cansados da retórica de Eduardo Braga e da postura parlamentar de Plínio Valério.
A tese ganha força: Braga seria o adversário mais vulnerável, enquanto Plínio tende a herdar apenas uma fatia simbólica do voto conservador, dividindo espaço com Alberto Neto. Essa divisão favorece diretamente Wilson, que pode crescer no eleitorado de centro-direita e se posicionar como o nome de consenso entre o pragmatismo e a renovação.
Com essa configuração, o Amazonas pode assistir à formação de um novo eixo de poder com Wilson Lima e Alberto Neto como os protagonistas de uma virada histórica, unindo o voto técnico e o voto ideológico contra dois nomes que simbolizam o establishment político: Braga e Plínio.
A leitura dos bastidores é direta: se confirmada essas candidaturas, Braga enfrentará a eleição mais difícil de sua carreira, enquanto Plínio corre o risco de ser tragado pela disputa entre os dois polos mais ativos e estratégicos do cenário estadual.











