Ao contrário da Operação Boiúna, realizada no interior do Amazonas em setembro, a Polícia Federal (PF) exibiu o resultado de uma nova ação contra o garimpo ilegal no Rio Madeira sem cenas de “megaexplosões” ou helicópteros sobrevoando a região em baixa altitude — imagens que, anteriormente, haviam causado grande repercussão e críticas.
Realizada na última sexta-feira (24), a operação denominada “Hefesto II” contou com a participação de agentes da PF e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com o objetivo de prevenir e reprimir a extração ilegal de ouro e outros crimes ambientais no trecho do Rio Madeira compreendido entre os distritos de Aliança, São Carlos e Nazaré, em Rondônia.
A nova exposição dos resultados, feita de forma “sem alardes”, ocorre após a instituição ser amplamente criticada por conta das imagens da Operação Boiúna, que mostrou explosões de balsas e dragas, além de voos rasantes de helicópteros, o que, segundo moradores, causou pânico entre a população.
A ação anterior foi duramente criticada por políticos de diversas esferas e motivou uma diligência do Senado Federal na região. O relatório resultante apontou violação de direitos humanos e danos ambientais, chegando a sugerir a criação de uma CPI para apurar possíveis abusos.

Nas imagens divulgadas pela PF sobre a nova operação, não houve cenas de destruição ou explosões. Após a repercussão negativa da operação anterior — que chegou a ser acusada de agravar a poluição ambiental devido à fumaça gerada —, a instituição informou que “os materiais e embarcações inutilizados serão devidamente contabilizados e encaminhados conforme os procedimentos legais”.
Nova operação contra o garimpo ilegal
A Operação Hefesto II, deflagrada em ação conjunta entre a PF e o Ibama, teve como foco a prevenção e repressão à extração ilegal de ouro e outros crimes ambientais no Rio Madeira, em Rondônia.
Durante as diligências, foram identificadas dragas e balsas de médio e grande porte utilizadas na atividade ilegal, evidenciando uma estrutura organizada e de grande capacidade de extração, distinta das práticas artesanais.

Devido à impossibilidade de remoção dos equipamentos, 49 embarcações e motores foram inutilizados no local.
O garimpo ilegal no leito do rio causa danos ambientais significativos, como desmatamento e contaminação por mercúrio, além de prejuízos diretos às populações indígenas e ribeirinhas.
As ações ocorrem aproximadamente um mês após as operações Leviatá e Boiúna, também voltadas ao combate ao garimpo ilegal no Rio Madeira, demonstrando a continuidade das ofensivas federais contra o crime ambiental na Amazônia Legal.











