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CPMI : Marcos Rogério (PL) e ex-presidente do INSS batem boca

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Durante seu depoimento na CPI do INSS, o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Alessandro Stefanutto, protagonizou momentos de tensão e críticas diretas à Controladoria-Geral da União (CGU).

Em determinado momento, durante questionamentos do senador Marcos Rogério (PL-RO), ele afirmou de forma categórica: “a CGU erra”.

Segundo Stefanutto, a CGU notificou o instituto sobre determinados casos apenas depois que a própria direção do INSS já havia tomado providências. Ele ressaltou que suas ações no órgão foram significativas, mesmo que nem sempre alinhadas às expectativas do órgão de controle.

“Eu tomei muitas providências. Talvez não a que a CGU queria, mas tomei muitas”. O ex-presidente também reforçou que havia solicitado auditorias sobre desvios envolvendo associações. Marcos Rogério, porém, disse que Stefanutto deixou de tomar medidas de controle, o que foi rebatido pelo executivo.

O depoimento se estendeu ao longo da noite, com parlamentares de diferentes partidos questionando o ex-presidente. Entre eles estavam o senador Izalci Lucas (PL-MG), o deputado Duarte Júnior (PSB-MA), a deputada Adriana Ventura (Novo-SP), o senador Márcio Bittar (PL-AC), o senador Sérgio Moro (União Brasil-PR), Marcel van Hattem (Novo-RS) e o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

O clima da sessão se intensificou e levou à segunda suspensão do depoimento, após um bate-boca entre Stefanutto e o relator. Em determinado momento, o ex-presidente chamou a postura do deputado de “vergonha” e chegou a gesticular com o dedo em riste. Em resposta, o relator afirmou que Stefanutto era “o cabeça de uma instituição que roubou aposentados”. Ao retomar a sessão, Stefanutto fez um pedido de desculpas, que foi aceito imediatamente pelo relator, permitindo a continuidade da CPI.