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Vereador cobra Eduardo Braga: ‘Não sei por que não combate a Rede Atem’

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O senador Eduardo Braga (MDB-AM) foi questionado e cobrado pelo vereador Rodrigo Guedes (Progressistas) para tomar providências quanto à Rede Atem, responsável pela comercialização de combustíveis no Amazonas, pela sua influência em Brasília. A declaração foi dada em entrevista ao Convergente nesta semana. De acordo com o parlamentar, a empresa é um “câncer para o estado”.

“Ele é um senador preparado. Isso não podemos negar. Eu queria que ele combatesse a Rede Atem. Queria que ele usasse essa força que ele tem, sendo líder do [presidente] Lula, para combater esse que é um câncer do estado do Amazonas. Não sei por que ele não usa esse poder. Muito pelo contrário, ele deu mais benefício tributário para a Rede Atem através da Reforma Tributária que ele é o relator”, confrontou o parlamentar.

Para o vereador, o senador aliado do presidente Lula (PT) colabora para que o grupo se estabeleça no Amazonas, com o intuito de levar vantagem com a prática ilegal.

Foi aprovada uma emenda na proposta de regulamentação da Reforma Tributária, em que Braga é o relator, que concedeu benefício fiscal à Refinaria da Amazônia (Ream), do Grupo Atem. Esse benefício, criticado por entidades como o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), inclui o refino de petróleo no rol de atividades da Zona Franca de Manaus (ZFM), conforme o PLP 68/2024.

O grupo Atem e defensores da medida argumentam que a inclusão corrige uma distorção e seria crucial para a viabilidade econômica na Amazônia, garantindo segurança jurídica e empregos. Já para o vereador, a Rede Atem comete prática ilegal de cartel e preços abusivos em Manaus.

Guedes vem denunciando constantemente a prática na capital, motivado pela subida constante no preço da gasolina, e já cobrou os órgãos de controle. O tema, inclusive, já gerou debates acalorados na Câmara Municipal de Manaus (CMM), em que Rodrigo Guedes subiu à tribuna para denunciar empresários do ramo.

No início de agosto, Guedes esteve em Brasília, onde denunciou o grupo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e no Ministério de Minas e Energia, durante o Congresso Nacional do Renova Brasil. Ele formalizou denúncia contra a rede de combustíveis Atem, alegando que a prática de cartel em Manaus ocorre há décadas.