O caos tomou conta de Envira (AM) na noite desta segunda-feira (29), quando criminosos ligados a uma facção incendiaram ônibus escolares em represália à morte de dois assaltantes durante uma tentativa de roubo a uma lotérica. O ataque expôs de forma cruel a fragilidade da segurança pública no município: uma cidade inteira à mercê da violência, protegida por apenas quatro policiais militares.
A escala de trabalho é um retrato do abandono: dois PMs atuam em um dia e os outros dois no seguinte. Não há reforço, não há contingente mínimo, não há segurança. A população vive o medo diário de ser surpreendida por novos ataques, enquanto estudantes e professores convivem com a angústia de ver até o transporte escolar virar alvo de facções criminosas.
Prefeito clama por reforço ignorado pelo Estado
Desde o início do ano, o prefeito Ivon Rates vem cobrando do Governo do Amazonas o envio de policiais militares recém-formados para reforçar a segurança de Envira. Até agora, o apelo não saiu do papel.
“Estamos pedindo reforço policial desde janeiro. É inadmissível que uma cidade inteira fique sob a responsabilidade de apenas quatro PMs. A população está vulnerável, e o Estado não pode continuar ignorando essa realidade”,
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A vergonha do Amazonas
O episódio não é apenas um crime de violência urbana, mas o retrato de um descaso estrutural. O Amazonas, um estado de dimensões continentais, mantém cidades inteiras sem condições mínimas de proteção. Envira é hoje o exemplo mais gritante dessa negligência: uma comunidade que sobrevive abandonada, sem o amparo do Estado, enquanto facções avançam sobre a vida cotidiana.
As investigações sobre o ataque continuam, mas uma pergunta ecoa de forma uníssona entre os moradores:
Como enfrentar o crime quando apenas quatro policiais têm a missão impossível de proteger uma cidade inteira?











