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Padre Júlio Lancellotti (que já foi acusado de Pedofilia) atacou bispo que rezou contra o comunismo

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Padre volta a causar polêmica ao criticar oração feita por dom Adair Guimarães durante evento católico em Brasília

O padre Júlio Lancellotti voltou a provocar divisão dentro da Igreja Católica. O sacerdote, amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atacou publicamente um bispo que condenou o comunismo durante uma oração.

No último fim de semana, Lancellotti compartilhou uma publicação no Instagram em colaboração com o perfil da confederação católica Cáritas. A postagem criticava dom Adair Guimarães, bispo da Diocese de Formosa (GO).

O motivo da publicação foi uma oração feita por dom Adair durante o evento Desperta Brasil, em Brasília. Diante de milhares de fiéis, o bispo pediu que o comunismo não tomasse conta do país.

“Pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, venha sobre vós a bênção que nos impede de ter fome, guerra, doença e o comunismo”, disse o bispo.

Pouco antes, dom Adair já havia clamado para que Deus renovasse a esperança dos brasileiros mesmo diante “de tudo aquilo que fere a dignidade humana”.

Em resposta, Lancellotti decidiu atacar o posicionamento do bispo ao compartilhar uma publicação da Cáritas com um recado velado. A postagem exibia uma reportagem do portal Metrópoles sobre a oração de dom Adair e um texto atribuído a Santo Oscar Romero.

Nas redes, fiéis reagiram em defesa de dom Adair. Eles ressaltaram que o bispo apenas expressou uma preocupação legítima e alinhada com o magistério da Igreja — que já condenou o comunismo em diversos documentos oficiais.

Bernardo Küster rebate Júlio Lancellotti

Em vídeo publicado no YouTube nesta terça-feira, 2, o influenciador Bernardo Küster contestou a crítica de Lancellotti e esclareceu o contexto social de Santo Oscar Romero.

Segundo ele, o arcebispo salvadorenho não pode ser classificado como comunista ou conservador. “Ele era bispo em El Salvador e se opunha, de fato, a um governo muito opressivo e militar que existia em sua época”.

Küster, no entanto, destaca que Romero criticava apenas aqueles que usavam o anticomunismo como pretexto para perseguir opositores do governo ditatorial.

“Dom Romero não legitimava essa aversão à condenação ao comunismo, mas criticava aqueles que se diziam anticomunistas para perseguir pessoas que denunciavam o governo ditatorial”, disse o influenciador.

Para Küster, a canonização do religioso ocorreu porque ele morreu como defensor da fé, e não em razão de ideias políticas. “A canonização de dom Oscar Romero não ocorreu por suas falas, mas porque foi mártir”.

Em 24 de março de 1980, um atirador de elite do Exército salvadorenho assassinou Oscar Romero enquanto ele celebrava uma missa em São Salvador.

Em 1993, uma Comissão da Verdade apoiada pelas Nações Unidas argumentou que Roberto D’Aubuisson, líder do partido Aliança Republicana Nacionalista, teria ordenado ao soldado Rafael Álvaro Saravia que assassinasse dom Romero.