Ao assinar o processo de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Asfalta Manaus, o deputado estadual Wanderley Monteiro decidiu seu destino no Avante: a expulsão. Isso porque com sua assinatura a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) vai investigar a gestão do presidente regional da sigla, o prefeito de Manaus David Almeida.
Conforme noticiado pelo Foco na última semana, a decisão de Wanderley Monteiro foi vista como um ato de rebeldia pelo partido do prefeito, que bancou e articulou sua campanha para a Aleam. Além disso, foi especulada a expulsão do deputado, confirmada nesta segunda-feira (11) durante reunião envolvendo lideranças na sede do partido em Manaus. A sigla usou como justificativa “quebra de fidelidade partidária”.
A decisão foi um recado ao deputado da Aleam, que foi considerado traidor por assinar a CPI que vai investigar o repasse de R$ 187 milhões do Governo do Amazonas para o programa Asfalta Manaus, do Executivo Municipal.
Segundo a sigla, a medida foi deliberada, de forma unânime, pelas executivas estadual e municipal do partido, com base no estatuto do Avante e na legislação eleitoral vigente, que garante a preservação da coerência política e do compromisso com a base eleitoral.
Na reunião, esteve presente o prefeito David Almeida, alvo da investigação, o presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador David Reis, o líder do prefeito na Casa, Eduardo Alfaia, e o vice-governador Tadeu de Souza. Os integrantes fazem parte do chamado “núcleo duro” do partido no estado.
Circula nos bastidores que Wanderley Monteiro teria divergências com David Almeida há algum tempo. Ao apoiar a CPI na Aleam, ele só reforçou o racha entre os membros do Avante. Com o início do processo de expulsão, Wanderley Monteiro terá, definitivamente, seu fim no partido.
CPI do Asfalta Manaus
A CPI de autoria do deputado Delegado Péricles alcançou o número de assinaturas necessárias (8) e não deve encontrar dificuldades em avançar no Legislativo Estadual. O presidente da Casa, deputado Roberto Cidade (União), afirmou que vai pautar a proposta.
A CPI vai investigar o repasse de R$187 milhões do Governo do Amazonas para a Prefeitura de Manaus, sob gestão de David Almeida.
A proposta teve iniciativa após a morte trágica da jovem Giovana Ribeiro e seu bebê de sete meses. Na ocasião, a moto em que estava pilotada por seu marido colidiu contra um buraco na avenida Djalma Batista e bateu numa árvore no meio fim. Com o impacto da batida, a jovem não resistiu aos ferimentos e morreu.











