Nesta segunda-feira, 4, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, em virtude supostos descumprimentos de medidas cautelares estabelecidas por Moraes.
“A participação dissimulada de Bolsonaro preparando material pré-fabricado para divulgação nas manifestações e redes sociais, demonstrou claramente que manteve a conduta ilícita de tentar coagir o STF e obstruir a Justiça, em flagrante desrespeito às medidas cautelares anteriormente impostas”, argumentou o juiz do STF, ao mencionar o deputado licenciado Eduardo (PL-SP), e em alusão aos atos “Reage, Brasil”, que ocorreram no fim de semana.
A prisão domiciliar de Bolsonaro ocorreu ainda depois de o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, baixar a Lei Magnitsky em Moraes, dias após Trump anunciar também um tarifaço de 50%, que começou 1º de agosto. Antes disso, a Embaixada do país no Brasil emitiu uma declaração em prol de Bolsonaro.
Em declarações, Trump fez críticas ao STF, por causa do julgamento do ex-presidente
Prisão de Bolsonaro ocorre dias depois de operação da PF

A prisão do ex-presidente da República ocorre semanas depois de ele ser alvo de mandado de busca e apreensão. A ação da PF, que contou com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF, resultou na apreensão de um pen drive. Na manhã desta segunda-feira, 21, a corporação definiu como “irrelevante” o material encontrado no equipamento.
A operação da PF contra Bolsonaro ocorre diante do apoio público de Trump. Somente na semana passada, o norte-americano se manifestou em quatro ocasiões para defender o seu aliado brasileiro.
Na terça-feira 15, o republicano definiu o brasileiro como “bom homem”. No dia seguinte, afirmou que a ação no STF contra o ex-presidente é “terrível”. Na quinta-feira 17, Trump falou em “sistema injusto”. Por fim, na sexta-feira 18, o presidente dos EUA, por meio da Casa Branca, reclamou da “caça às bruxas” movida pelo Judiciário contra Bolsonaro.
Minutos depois de a Casa Branca se manifestar em favor de Bolsonaro na sexta-feira, o governo norte-americano anunciou o cancelamento do visto de Moraes. A decisão contra o ministro do STF foi divulgada de forma pública pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que ressaltou: a medida afeta aliados e familiares do magistrado.
.@POTUS made clear that his administration will hold accountable foreign nationals who are responsible for censorship of protected expression in the United States. Brazilian Supreme Federal Court Justice Alexandre de Moraes's political witch hunt against Jair Bolsonaro created a…
— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) July 18, 2025











