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Presidente da CPI dá voz de prisão a ex-diretor da Saúde

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O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), mandou prender o ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias.

Aziz já havia reclamado que o ex-servidor da Saúde estava se esquivando das perguntas formuladas pelos senadores. 

“O depoente vai ser recolhido pela Polícia do Senado. Ele está mentindo desde cedo e tem coisas que não dá para admitir (…) chame a Polícia do Senado. O senhor está detido pela presidência da CPI”, afirmou Aziz.

“Os áudios que temos do Dominghetti são claros”, ressaltou Aziz.

VEJA O MOMENTO DA PRISÃO

O presidente da CPI da covid-19, Omar Aziz, deu voz de prisão a Roberto Dias na CPI nesta quarta-feira. O ex-diretor de logística do Ministério da Saúde respondia perguntas do senador Fabiano Contarato quando foi interrompido por Aziz para decretar a voz de prisão à testemunha. O senador afirmou que a testemunha “só mentiu” em seu depoimento. “Chame a polícia do Senado. O senhor está detido pela presidência da CPI”, afirmou Aziz a Roberto Dias. Advogada de Roberto Dias diz que pedido é um “absurdo” e que o depoente deu “contribuições valiosíssimas”.

Eliziane Gama pontuou que “tem áudio do Dominguetti afirmando dois dias antes que vai se encontrar com o Roberto Dias em um shopping. “É adivinhar demais”, afirma.

Durante o depoimento, ex-diretor tem repetido que toda a negociação envolvendo os imunizantes foi concentrada na secretaria-executiva do ministério, então sob o comando de Elcio Franco.

Roberto Dias diz que teve encontros e foi à casa de Ricardo Barros

O ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias admitiu que se reuniu com o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas-PR), algumas vezes e foi até à casa do parlamentar, apesar de ter negado influência em sua indicação para a pasta.

Durante depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, Roberto Dias foi questionado por senadores e provocado a apontar um suposto esquema de corrupção no Ministério da Saúde. Ele, porém, negou qualquer envolvimento com irregularidades.

Dias negou ter recebido ordem do ex-secretário-executivo da pasta Élcio Franco ou do ex-ministro Eduardo Pazuello para fazer algo com o qual discordava. “Não tenho na memória nenhuma ordem não cumprida ou descumprida”, disse. O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que o ex-diretor produziu um dossiê para se proteger. “Nós sabemos onde está”, declarou Aziz.